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Atriz perde ação que moveu contra "FX" por forma como foi retratada em série

26/03/2018 21h51

Los Angeles (EUA), 26 mar (EFE).- Olivia de Havilland, uma das últimas estrelas ainda vivas da Hollywood clássica, perdeu nesta segunda-feira o processo que moveu contra a série "Feud", pela forma "depreciativa" como foi retratada nesta produção para televisão da emissora "FX".

A Corte de Apelações do Segundo Distrito da Califórnia deu razão hoje à "FX" por considerar que neste caso a Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão, prevalece sobre as reivindicações da atriz.

"Nestas obras expressivas, seja a pessoa retratada uma estrela do cinema mundialmente conhecida - uma 'lenda viva'- ou uma pessoa que ninguém conhece, ela ou ele não possui a história. Nem tem o direito legal a controlar, ditar, aprovar, desaprovar ou vetar a representação de pessoas reais feita pelo criador", afirmou a decisão judicial.

A corte reverteu assim a vitória inicial alcançada pela atriz em setembro do ano passado, quando a juíza do Tribunal Superior de Los Angeles, Holly Kendig, decidiu contra os argumentos da "FX" para rejeitar a denúncia.

Olivia de Havilland, de 101 anos, processou "Feud" em junho de 2017 porque não gostou da forma como foi retratada na série que gira em torno da famosa rivalidade entre Joan Crawford e Bette Davis.

De Havilland é a única pessoa ainda vida das que aparecem retratadas em "Feud" e seu papel foi interpretado pela atriz Catherine Zeta-Jones.

"Feud", uma obra do produtor e roteirista Ryan Murphy ("American Horror Story", "Glee"), tem como protagonistas Jessica Lange (Joan Crawford) e Susan Sarandon (Bette Davis).

Concretamente, De Havilland acusou os responsáveis da série de pôr em sua boca frases que nunca disse e de inventar situações que nunca aconteceram, sem contar com sua autorização e sob a alegação de que são fatos reais.

O processo se refere, por exemplo, à entrevista na qual a personagem de Olivia de Havilland, interpretada por Zeta-Jones, aparece concedendo em "Feud", na qual comenta a rixa entre as duas divas hollywoodianas.

Muito conhecida por sua participação em "E o Vento Levou..." (1939), De Havilland, que se especializou em papéis de mulheres doces e amáveis, tem dois Oscar de melhor atriz por "Só Resta uma Lágrima" (1946) e "Tarde demais" (1949).

A atriz também não é uma novata quanto a litígios legais, uma vez que foi uma das primeiras atrizes a desafiar e derrotar o todo-poderoso sistema dos grandes estúdios pelas abusivas condições trabalhistas às quais estavam submetidos os artistas da Hollywood clássica.

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