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Festival de Berlim dá Urso de Ouro para diretora estreante da Romênia

24/02/2018 18h13

Gemma Casadevall.

Berlim, 24 fev (EFE).- O júri do Festival de Berlim, presidido pelo diretor alemão Tom Tykwer, deu o Urso de Ouro ao romeno "Touch me not" e mostrou apostar firme nos novos talentos da América Latina.

O prêmio a "Touch me not", de Adina Pintilie, deve gerar polêmica, já que a sua estreia suscitou deserções do público perante as longas cenas de sexo e sadomasoquismo ou de monólogos protagonizados por pessoas com necessidades especiais.

"Las herederas", dirigida pelo estreante Marcelo Martinessi e que é o primeiro filme do Paraguai na competição, ganhou o Prêmio Alfred Bauer, em memória do fundador do festival. A protagonista, Ana Brun, recebeu o Urso de Prata de melhor atriz, dedicado às mulheres do seu país.

O longa "Museo", do mexicano Alonso Ruizpalacios, com Gael García Bernal e baseado no roubo de 143 peças do Museu Nacional de Antropologia, em 1985, levou a Prata de melhor roteiro, o segundo prêmio do diretor na Berlinale.

O Grande Prêmio do Júri foi para "Twarz", da polonesa Malgorzata Szumowska, outro jovem talento, mas que também já se destacou no passado, quando ganhou pela direção de "Body", em 2015.

Só houve um Urso para um nome consagrado, o do americano Wes Anderson pela direção da animação "Ilha de Cachorros".

Os prêmios de interpretações estão fora de discussão tanto no caso de Brun, quanto no de Anthony Bajon, Prata de melhor ator por "La prière", no papel de jovem drogado que se redime atavés da oração.

O Ouro a Adina Pintilie, que também obteve o prêmio à melhor estreia, era a aposta de um júri determinado a não se deixar influenciar pelas preferências de crítica e público. O maior prêmio, unido à falta de Ursos para o cinema alemão, devem aumentar a pressão sobre o diretor do festival, Dieter Kosslick, após 17 anos no cargo.

A 68ª edição do Festival de Berlim começou diferente este anos por conta da polêmica em torno do futuro do evento, depois que um grupo de importantes cineastas alemães pressionou na busca por uma sucessão transparente para Kosslick. Depois, surgiram as primeiras decepções com alguns dos 19 filmes que integravam a competição, abaixo do nível esperado de um festival internacional.

Como se fosse pouco, ainda houve menos presença de estrelas no tapete vermelho do que em outros anos, um dos déficits recorrentes do evento quando comparado ao Festival de Cannes e o Festival de Veneza, este ano mais evidente que nunca.

O marca de identidade da Berlinale e o que a diferença da elitista Cannes, é a sua condição de festival para o público, já que 300 mil ingressos são colocados à venda - es esgotam - entre todas as suas seções. A atual edição do festival completou mais uma vez este requisito, mas isso não aliviou as pressões sobre Kosslick, cujo contrato termina em maio de 2019, e por isso presume-se que a transição para o sucessor tenha começado com esse histórico.

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