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Cidade-prisão de 2.000 anos é descoberta no norte da China

22/02/2018 07h35

Pequim, 22 fev (EFE).- As ruínas de uma cidade de 2.000 anos de idade, que poderia ter servido para manter detidas nela tropas inimigas, foram encontradas por arqueólogos no norte da China, informou nesta quinta-feira a agência oficial "Xinhua".

Os escombros foram encontrados nas montanhas Deling, no oeste da região autônoma da Mongólia Interior, a 1.300 metros de um trecho da Grande Muralha, segundo a informação.

O trecho da muralha foi erguido durante a dinastia Han do Leste (25 a.C.-220 d.C.) por isso que se acredita que a cidade anexa foi obra da mesma época e foi utilizada para trancar nela soldados capturados do povo xiongnu, que nessa época assolava regiões do norte da China e alguns relacionam com os posteriores hunos.

A cidade, de 210 hectares, era defendida por uma aterro de cerca de 5,8 quilômetros de perímetro, assim como por um fosso, e no seu interior acolhia uma centena de prédios com a mesma rede urbana que apresentavam os acampamentos militares de etnias nômades da região.

Destroços de uma grande barraca de 32 metros de diâmetro foram também localizados na área, assim como pedaços de cerâmica que apresentam desenhos típicos dos hunos, como arcos e buracos na sua base.

Os xiongnu dominaram amplas regiões da Ásia Central até o século III antes de nossa era e enfrentaram repetidamente as primeiras dinastias da China, que para se defender dos seus ataques construíram alguns dos trechos mais antigos do que depois seria conhecido como a Grande Muralha.

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