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Irã suspende bloqueio ao Telegram, imposto durante os protestos

14/01/2018 07h23

Teerã, 14 jan (EFE).- O popular aplicativo de mensagens Telegram voltou a estar acessível neste domingo para os usuários no Irã, após duas semanas bloqueado pelas autoridades por conta dos recentes protestos antigovernamentais.

A população pode já usar o Telegram nos telefones sem empregar redes privadas virtuais (VPN) ou outras ferramentas para evitar o filtro governamental de internet, segundo constatou a Agência Efe.

Por sua parte, a agência oficial "IRNA" informou que as autoridades eliminaram as restrições impostas ao serviço de mensagem no sábado durante a noite.

Esta rede social conta com 40 milhões de usuários no Irã e foi uma das utilizadas para convocar os protestos que explodiram no final de dezembro contra a inflação e a corrupção.

Pelo menos 20 pessoas morreram e mais de mil foram detidas durante essas manifestações, que derivaram em distúrbios e em lemas mais fortes contra o próprio sistema da República Islâmica.

O vice-ministro de Interior para temas políticos, Esmail Yabarzade, disse no último dia 31 de dezembro que o bloqueio era temporário e que era uma medida normal em uma situação de crise.

"Quando há algum conflito, é natural o uso de algumas ferramentas para controlar as concentrações ilegais", justificou.

Quatro dias depois, o ministro de Comunicação, Mohamad Yavad Yahromi, entrou em contato com responsáveis do Telegram para informar-lhes que o serviço de mensagem poderia continuar no país se fossem eliminados os canais de caráter "terrorista".

Com o início das manifestações, o site Amadnews, que publicava informações e imagens dos protestos e foi acusado de incitar à violência, viu seu canal ser bloqueado no Telegram, razão pela qual criou outros dois novos.

Outra rede social muito popular no Irã e usada para mobilizar à população, o Instagram também foi bloqueado temporariamente pelo governo durante os protestos, que se prologaram seis dias.
 

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