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Argentina e Chile dividem favoritismo na disputa pelo Goya

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A atriz transexual Daniela Vega em cena do filme "Uma Mulher Fantástica" Imagem: Reprodução

13/12/2017 13h38

Alicia García de Francisco

Madri, 13 dez (EFE).- Argentina e Chile partem como os grandes favoritos ao prêmio de melhor filme ibero-americano na 32ª edição do Goya, que tem o longa-metragem basco "Handia" como líder de indicações, com 13. A cerimônia de premiação será realizada no dia 3 de fevereiro, em Madri.

O argentino "Zama", de Lucrecia Martel, e o chileno "Uma Mulher Fantástica", de Sebastián Lelio, atenderam às expectativas ao aparecerem entre os quatro indicados a um prêmio historicamente dominado pelo cinema da Argentina.

Se Martel receber o Goya, este será o quarto ano consecutivo com um argentino como vencedor do principal prêmio, após "O cidadão ilustre", de Mariano Cohn e Gastón Duprat em 2016, "O Clã", de Pablo Trapero, em 2015, e "Relatos Selvagens", de Damián Szifrón, em 2014.

No histórico das 32 edições, a Argentina conquistou 17 prêmios entre 24 indicações, desempenho muito destacado em relação aos demais países.

Martel concorre nesta edição com a adaptação de um romance do escritor argentino Antonio Di Benedetto que se passa nos domínios da coroa espanhola no Paraguai do século XVIII, filme que recebeu uma enxurrada de críticas positivas desde que estreou no Festival Internacional de Cinema de Veneza.

O grande rival será "Uma mulher fantástica", com o qual Lelio levou o Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim, além de ter sido o filme que triunfou na última edição do Prêmio Ibero-Americano de Cinema Fênix, no qual venceu como melhor filme, diretor e atriz (Daniela Vega). Além disso, está entre os cinco indicados a melhor filme estrangeiro no Globo de Ouro.

Completam os quatro indicados ao Goya de melhor filme ibero-americano dois documentários: o colombiano "Amazona", dirigido por Clare Weiskopf e Nicolas van Hemelryck, e o mexicano "Tempestade", de Tatiana Huezo.

"Amazona" conta a história real da diretora, abandonada aos 11 anos pela mãe, que foi viver na selva. "Tempestade", que levou o Fênix de melhor documentário, foca na situação de violência vivenciada no México.

Quatro produções muito diferentes que colocarão o sotaque latino em uma edição que também pode premiar a mexicana Adriana Paz, indicada a atriz revelação pelo papel em "O autor", de Manuel Martín Cuenca, filme que recebeu nove indicações e está entre os favoritos da edição junto "La Librería", de Isabel Coixet, com 12, e "Handia", de Aitor Arregi e Jon Garaño, com 13.

Essas três produções concorrerão ao Goya de melhor filme ao lado de "Verão 1993", de Carla Simón, e "Verónica", dirigido por Paco Plaza.

O prêmio de melhor direção será disputado por Martín Cuenca, Coixet, Plaza e Arregi e Garaño, enquanto Carla Simón concorrerá ao Goya de diretor revelação junto a Sergio G. Sánchez, por "O segredo de Marrowbone"; Lino Escalera, por "No sé decir adiós" e Javier Ambrossi e Javier Calvo, por "La Llamada".

No campo das interpretações, Maribel Verdú ("Abracadabra"), Nathalie Poza ("No sé decir adiós"), Emily Mortimer ("La librería") e Penélope Cruz ("Loving Pablo") estão indicadas ao prêmio de melhor atriz.

Cruz concorre pelo papel da jornalista colombiana Virgínia Vallejo, que foi amante de Pablo Escobar, em uma história contada por "Loving Pablo", filme pelo qual Javier Bardem, na pele do narcotraficante, disputa pelo prêmio de melhor ator.

Bardem tem como rivais nesta categoria Javier Gutiérrez ("O autor"), Andrés Gertrúdix ("Morir") e Antonio de la Torre ("Abracadabra").

Na categoria de melhor filme europeu concorrem "Assim é a Vida", de Eric Toledano e Olivier Nakache (França); "Lady Macbeth", de William Oldroyd (Reino Unido); "The Square: A Arte da Discórdia", de Rubén Óstlund (Suécia) e "Toni Erdmann", de Maren Ade (Alemanha). EFE

agf/vnm

(foto) (vídeo)
 

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