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Lubaina Himid ganha prêmio Turner com sua homenagem à cultura africana

05/12/2017 21h31

Londres, 5 dez (EFE).- A artista Lubaina Himid, de 63 anos e nascida em Zanzibar, no sudeste da África, foi escolhida nesta terça-feira como ganhadora do prêmio Turner, o mais importante de arte contemporânea no Reino Unido, por uma obra que homenageia a cultura africana.

Himid, que vive na cidade de Preston, no noroeste da Inglaterra, receberá as 25 mil libras esterlinas (cerca de 28.300 euros) do prêmio, que este ano está sendo entregue pela primeira vez a um artista maior de 50 anos e também a uma pessoa de cor negra.

Os outros indicados ao prêmio, que foi criado em 1984, eram o britânico-jamaicano Hurvin Anderson, de 52 anos; a alemã Andrea Buttner, de 45; e a palestino-irlandesa Rosalind Nashashibi, de 43.

Himid, uma figura-chave no chamado "movimento negro" das artes, que enaltece a criatividade da arte africana, se disse "surpresa" pelo prêmio, já que sua obra foi, em algumas ocasiões, esnobada pela crítica.

Ao entregar o prêmio, o artista e DJ Goldie ressaltou que a arte de Himid "reflete a realidade política" e as inquietações atuais, algo que também abordavam os outros finalistas, que receberão 5 mil libras (5.600 euros) cada um.

O presidente do júri, Alex Farquharson, diretor da galeria Tate Britain de Londres, louvou a artista, que ganhou o prêmio por três exposições realizadas em Oxford, Bristol e Nottingham, por seu "enfoque generoso e exuberante das artes plásticas, que combina a sátira com um sentido de teatralidade".

O júri, prosseguiu Farquharson, ficou impressionado "com a vitalidade de sua obra" e "a seriedade dos assuntos que ela trata, que são muito relevantes hoje".

Esses temas, que Himid apresenta em gravuras, pinturas a óleo e montagens coloridas em diferentes formatos, são, entre outros, "o legado do colonialismo e as diferentes formas do racismo", comentou o presidente.

Maria Balshaw, diretora do grupo Tate, que concede o prêmio, destacou que todos os candidatos de 2017 refletem "o melhor da arte contemporânea britânica", com uma mistura de "idade, gênero, raça e etnia", assim como de meios artísticos, "que vão desde a escultura à pintura e à cerâmica".

O prêmio Turner foi entregue na cidade inglesa de Hull, capital da cultura neste ano no Reino Unido.
 

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