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Atrizes e modelos acusam cineasta Brett Ratner de agressão sexual

01/11/2017 15h31

Los Angeles (EUA), 1 nov (EFE).- Várias atrizes e modelos acusaram o cineasta e produtor Brett Ratner de agressão sexual em diferentes episódios que vão desde comportamentos inadequados e situações de assédio a estupro, informou nesta quarta-feira o jornal "Los Angeles Times".

Olivia Munn e Natasha Henstridge são duas das seis mulheres que acusaram publicamente o diretor de "A Hora do Rush" (1998), "Dragão Vermelho" (2002) e "X-Men 3: O Confronto Final" (2006) e que também participou como produtor na série "Prison Break" e no filme "O Regresso" (2015).

Através do seu advogado Martin Singer, Ratner rejeitou ou relativizou as acusações.

"Representei o senhor Ratner durante duas décadas e nenhuma mulher apresentou um processo contra ele por assédio sexual ou conduta sexual inadequada", afirmou o advogado em um comunicado.

Segundo o relato de Natasha Henstridge, a atriz tinha 19 anos e dava seus primeiros passos no mundo da moda quando passou uma tarde com alguns amigos na casa de Ratner, que então era um jovem com cerca de 20 anos.

Após ter adormecido vendo um filme, Henstridge acordou e viu que estava sozinha com Ratner na casa e por isso quis ir embora, mas o diretor a bloqueou na porta, começou a masturbar-se e a obrigou a fazer sexo oral.

Por sua parte, Olivia Munn contou que, durante sua visita ao set do filme "Ladrão de Diamantes" (2004), o diretor se masturbou na frente dela em seu trailer quando a atriz foi levar-lhe comida.

Após esse incidente, Ratner afirmou publicamente em 2011 que tinha dormido em várias ocasiões com Munn, mas depois se retratou e disse que era mentira.

Além disso, a atriz Katharine Towne declarou em uma festa, depois que Ratner deixasse claro que queria deitar-se com ela, o diretor a seguiu até entrar com ela em um banheiro.

"Acredito que é bastante agressivo ir ao banheiro com alguém que não conhece e fechar a porta", comentou Towne então.

Após uma incômoda conversa sobre o peso da atriz, Towne lhe deu seu telefone, com a esperança que assim interromperia suas tentativas, e durante os seis meses seguintes recebeu ligações do assistente de Ratner para organizar uma reunião que nunca aconteceu.

Por sua parte, Eri Sasaki tinha 21 anos quando conseguiu um trabalho como dublê em "A Hora do Rush 2" (2001), dirigido por Ratner.

"Não quer ser famosa?", perguntou-lhe o cineasta depois que Sasaki se negou a ir ao banheiro com ele.

Dias depois, o diretor supostamente convidou-a de novo para ir ao banheiro e lhe ofereceu uma linha de diálogo no filme, ao que Sasaki de novo disse que não.

As denúncias contra Ratner chegam em meio polêmico turbilhão que tomou Hollywood sobre o assédio sexual a atrizes e modelos, que saiu à luz com o escândalo sobre o produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres, e que também envolveu atores como Kevin Spacey e Dustin Hoffman.
 

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