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Nobel Alternativo premia jornalista azerbaijana e advogado indiano

26/09/2017 07h57

Copenhague, 26 set (EFE).- A fundação Right Livelihood Award outorgou nesta terça-feira o denominado Nobel Alternativo à jornalista azerbaijana Khadija Ismayilova, aos advogados Robert Billot (EUA) e Colin Gonçalves (Índia) e à ativista etíope Yetnebersh Nigussie.

O juri reconheceu a denúncia de corrupção de Ismayilova, a defesa das pessoas incapacitadas de Nigussie, a luta pelos direitos humanos dos marginalizados de Gonçalves e o compromisso com o meio ambiente de Billot, que recebe um prêmio honorário.

Ismayilova, Nigussie e Gonçalves dividirão o prêmio de 3 milhões de coroas suecas (315 mil euros).

O fundação destacou a "coragem" e a "tenacidade" de Ismayilova por revelar a corrupção "ao mais alto nível" no governo de seu país, "através de excelente jornalismo de investigação em nome da transparência e da exigência de responsabilidades".

No caso de Gonçalves, ressalta que promoveu demandas judiciais de interesse público durante três décadas "para assegurar direitos humanos fundamentais para os cidadãos mais marginalizados e vulneráveis da Índia".

Nigussie foi premiada "por seu inspirador trabalho de promoção dos direitos e da inclusão de pessoas com incapacidade, fomentando o desenvolvimento do potencial destas pessoas e uma mudança de mentalidade nas nossas sociedades".

O prêmio honorário a Bilott se fundamenta na denúncia de um caso de várias décadas de poluição química nos Estados Unidos, que permitiu alcançar "uma justiça procurada pelas vítimas e estabelecer um precedente para um regulamento efetivo de substâncias perigosas".

O Prêmio ao Correto Modo de Vida (Right Livelihood Award), como é chamado, destaca o trabalho social de pessoas e instituições de todo o mundo e foi instituído em 1980 pelo escritor e ex-eurodeputado sueco-alemão Jakob von Uexküll.

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