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"Vovôs" esbanjam disposição no segundo fim de semana de Rock in Rio

24/09/2017 18h06

Fernanda Russo Filomeno.

Rio de Janeiro, 24 de set (EFE) - A Cidade do Rock, que recebeu uma legião de jovens e muitas famílias, sofreu certa transformação na segunda semana de Rock in Rio, com público mais experiente na plateia, além de muitos "vovôs" cheios de disposição para curtir as atrações do festival.

A idadem no entanto, pareceu não pesar, pois se não fosse a aparência "entregar", com muitos fios cabelos brancos e algumas rugas, seria possível confundir os "vovôs" do rock com os os mais novatos, diante de tanta disposição.

"Eu tenho 73 anos e estava aqui em 1985. Sou carioca e vim ver Bon Jovi, por causa da minha mulher, que adora. Está tudo muito diferente, mas a estrutura é bem maior, melhor, mas confesso que sinto falta daquela época, quando se podia 'tudo'", afirmou Wilson Peres, aposentado, que foi ao festival na sexta-feira.

A organização do evento, junto com o tamanho do local escolhido para receber a Cidade do Rock, além das diversas formas de entretenimento e diversão, fizeram a experiência ser positiva para o público mais velho.

"Eu já havia vindo no Rock in Rio de 2015 e achei o desse ano muito melhor, pois é maior, tem mais espaço para se locomover. Ainda tem também vários lugares para curtir coisas diferentes. O duro é que hoje está muito cheio, mas também quem não quer ver The Who e Guns (n'Roses)? Os amantes do rock não iriam perder", avaliou Gisele da Fonseca, advogada que veio de São Paulo.

"Sabia que viria para o Rock in Rio deste ano quando vi as atrações. Apesar de ter mais de 50, eu jamais perderia a oportunidade de ver o The Who ao vivo. Eu sou muito fã deles. E, mesmo com a idade, os fãs de rock de verdade gostam de festival. Aqui é um lugar onde a gente se sente em casa", disse Oliver Damásio, empresário carioca.

Nem mesmo a lotação e o agito na Cidade do Rock no sábado, um dos dias mais esperados do calendário, desanimou o público mais "experiente", que repetiu a dose neste domingo.

"Eu vim ontem, vi aqueles dois shows históricos do The Who e do Guns e hoje voltei com meu filho, que tem 15 anos, para ver o Red Hot (Chili Peppers), que ele ama. Não sei de onde tirei tenta disposição. Na realidade, o fato de estar organizado e ter bandas que adoro, alem de um publico mais contido, mais focado só nos shows, me convenceram", áfirmou Cristiano Dantas, de 63 anos e professor.

Mesmo com filas, calor e pouco espaço para locomoção, devido ao grande público, alguns pontos destacados como negativos pelos espectadores, já há quem pense no próximo Rock in Rio, que está marcado para acontecer em 2019.

"Foi minha primeira vez no festival. Fiquei apreensiva, porque tenho 67 anos e achei que não agüentaria. A experiência foi maravilhosa e já cogito voltar no próximo", garantiu a aposentada Maria Aparecida Pereira.

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