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Bon Jovi faz show cheio de hits em dia de apresentações memoráveis

23/09/2017 02h36

Fernanda Russo Filomeno.

Rio de Janeiro, 22 set (EFE) - Em um dia no qual a cidade do Rio de Janeiro viveu momentos dramáticos, o Rock in Rio levou um pouco de alegria com shows emblemáticos nesta sexta-feira, como Ney Matogrosso e Nação Zumbi, Grande Encontro, Tears for Fears e a atração mais esperada da noite, Bon Jovi.

Apesar de toda violência que ocorria na cidade e dos problemas no trânsito, a Cidade do Rock ficou lotada em um dia no qual o calor deu uma trégua e o publico se esbaldou com apresentações memoráveis.

Mesmo com todas as grandes atrações do Palco Mundo, três shows considerados de menor expressão roubaram a cena durante a tarde e começo da noite.

A "quebradeira" do Baiana System deixou o público animadíssimo, embalando canções de sucesso do grupo baiano que caiu na graça dos brasileiros. Além disso, a apresentação teve a participação da cantora angolana Titica, que com a voz incontestável, agitou demonstrando seu gingado africano.

Como sempre, o show dos baianos também foi marcado pelo forte acento político, com palavras para as comunidades do Rio e demarcação da Amazônia.

Logo depois foi a vez de Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença transformarem a Cidade do Rock em um "grande encontro" da música nordestina, com sucessos como "Anunciação", "Sabiá", "La Belle de Jour", e fizeram os presentes se esbaldarem com ritmos como forró e frevo.

O maior destaque da noite no Palco Sunset ainda estava por vir. Ney Matogrosso, que teve a responsabilidade de abrir o Rock in Rio de 1985, e Nação Zumbi fizeram um show memorável, emocionante e animado. Com a potência da voz de Ney e o maracatu do grupo pernambucano, o público não parou um só minuto e vibrou a cada sucesso, incluindo diversas músicas do tempo do cantor com os Secos e Molhados e da banda com Chico Science.

Abrindo os trabalhos no Palco Mundo, o Jota Quest, que se apresentou pela terceira vez no festival, fez um show com hits e poucas novidades.

Com sucessos como "Na Moral", "Dias Melhores", "Fácil" e "De Volta ao Planeta", a banda mineira deu conta do recado, animou o público, fez discursos políticos e ainda promoveu um abraço coletivo.

Depois foi a vez da banda americana Alter Bridge, que fez sua estreia em palcos brasileiros. Com três integrantes que faziam parte do Creed, o grupo levou seu metal alternativo ao Palco Mundo com músicas como "Blackbird", "Metalingus" e fez o público bater cabeça ao som de "Addicted to Pain".

Para os que estavam sedentos por metal, essa foi uma boa oportunidade no que talvez tenha sido o show mais pesado até agora do festival.

Terceira a se apresentar no Palco Mundo, a banda britânica Tears for Fears também levou seus grandes sucessos para embalar o público, que vibrava a cada refrão.

Com canções renomadas como "Everybody Wants to Rule the World", "Sowing The Seeds Of Love", "Mad World" e "Pale Shelter", os presentes cantaram com a mistura de pop, new wave e rock característica da banda.

O rock romântico dos britânicos que venderam milhares de discos em uma carreira de mais de 30 anos emocionou parte dos presentes, que foram a loucura ao som de "Shout", música de encerramento do show.

Atração mais esperada da noite, Bon Jovi fez um show para todos os gostos neste segundo dia de rock no festival.

Sucessos como "Born to Be My Baby", "Livin' On A Prayer", "Because You Can" e "It's My Life" satisfizeram os fãs que gostam de músicas mais agitadas e pesadas.

Já os que admiram o rock romântico da banda americana, que se apresentou pela segunda vez no festival e pela sexta vez no Brasil, se esbaldaram ao som de "I'll Be There For You" e "Bed of Roses".

Ainda sobrou espaço para hits como "You Give Love a Bad Name", "Runaway" e "Bad Medicine".

O músico de 55 anos e seus companheiros de mais de 30 anos mostraram ainda estar em plena forma com uma apresentação consistente, animada e que parece ter deixado os presentes bem satisfeitos.