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"The Handmaid's Decepe" ganha Emmy de melhor série dramática

18/09/2017 02h42

Antonio Martín Guirado.

Los Angeles (EUA), 17 set (EFE).- "The Handmaid's Decepe", produto da plataforma digital Hulu, foi eleita neste domingo como melhor série dramática na 69ª edição dos Prêmios Emmy, que também reconheceram a qualidade de "Big Little Lies" e o humor de "Saturday Night Live".

"The Handmaid's Decepe" levou para casa cinco prêmios: melhor série dramática, melhor atriz de série dramática (Elisabeth Moss), melhor atriz coadjuvante em uma série dramática (Ann Dowd), melhor diretor em uma série dramática (Reed Morano, segunda mulher na história a ganhar nessa categoria) e melhor roteiro de série dramática (Bruce Miller).

A obra, baseada no romance da escritora canadense Margaret Atwood, imagina um mundo em que os EUA sofreram um golpe de Estado e a democracia foi substituída por uma teocracia autoritária na qual as mulheres sofrem opressão e discriminação.

A minissérie da HBO "Big Little Lies" foi a outra grande vencedora da noite, também com cinco prêmios: melhor minissérie, melhor atriz protagonista (Nicole Kidman), melhor diretor (Jean-Marc Vallée), melhor atriz coadjuvante (Laura Dern) e melhor ator coadjuvante (Alexander Skarsgaard).

Este formato, composto por sete capítulos, é um drama sobre cinco mães que vivem na localidade elitista e costeira de Monterrey (Califórnia), cujos filhos de entre seis e sete anos estudam juntos na mesma sala na escola e cujas vidas são afetadas por um assassinato não resolvido.

Sterling K. Brown ("This is Us") venceu como melhor ator de drama os concorrentes Anthony Hopkins ("Westworld"), Milo Ventimiglia ("This is Us"), Kevin Spacey ("House of Cards"), Bob Odenkirk ("Better Call Saul"), Matthew Rhys ("The Americans") e Liev Schreiber ("Ray Donovan").

Moss, por sua vez, ganhou de Viola Davis ("How To Get Away With Murder"), Claire Foy ("The Crown"), Robin Wright ("House of Cards"), Keri Russell ("The Americans") e Evan Rachel Wood ("Westworld").

No campo da comédia, a sátira política "Veep" levou seu terceiro Emmy consecutivo de melhor série, vencendo "Atlanta", "Black-ish", "Master of None", "Modern Family", "Silicon Valley" e "Unbreakable Kimmy Schmidt".

Sua protagonista, Julia Louis-Dreyfus, fez história ao ganhar a estatueta de melhor atriz pelo sexto ano consecutivo, batendo o recorde de prêmios para um artista por um mesmo personagem.

Um dos prêmios de mais destaque foi o de melhor roteiro de comédia, que foi para Aziz Ansari e Lena Waithe por "Master of None". Waithe se tornou a primeira afro-americana a ganhar nessa categoria.

Donald Glover ("Atlanta") ganhou o Emmy de melhor ator de comédia, para o qual concorria contra Jeffrey Tambor ("Transparent"), Anthony Anderson ("Black-ish"), Aziz Ansari ("Master of None"), William H. Macy ("Shameless") e Zach Galifianakis ("Baskets").

Além disso, "Black Mirror: San Junipero" venceu como melhor filme para TV.

Riz Ahmed ("The Night Of") e Nicole Kidman ("Big Little Lies") foram escolhidas como melhores atores de minissérie ou filme para TV.

"Criamos este trabalho nós mesmas por frustração, não encontrávamos papéis suficiente atrativos. Tomara que venham mais papéis assim", reconheceu Kidman, que é produtora de "Big Little Lies" junto com sua colega Reese Witherspoon.

Quanto ao número total de prêmios, o programa de humor "Saturday Night Live" levou nove troféus no total, incluindo cinco de caráter técnico.

O programa foi testemunha dos triunfos dos seus discípulos Alec Baldwin (pela sua imitação do presidente Donald Trump) e Kate McKinnon (pela sua imitação da ex-candidata à Casa Branca Hillary Clinton) como melhor atriz coadjuvante.

"Finalmente, aqui está seu Emmy!", disse Balwin dirigindo-se ao presidente americano, que foi objeto de várias piadinhas por parte do mestre de cerimônias, o humorista Stephen Colbert.

"Trump é a maior estrela da televisão do ano", disse Colbert sobre o presidente, que no passado concorreu ao Emmy pelo seu trabalho no reality show "O Aprendiz".

"Não ganhou porque, ao contrário das eleições gerais, o Emmy é vencido por quem ganha no voto popular", disse o apresentador.

No entanto, o momento mais surpreendente e humorístico da noite aconteceu com a presença de Sean Spicer, ex-porta-voz da Casa Branca, que fez paródia de si mesmo zombando de uma das suas falas mais lembradas.

"Estes Emmys terão a maior audiência da história, ponto final. Tanto pessoalmente como ao redor do mundo", afirmou Spicer em um fictício palanque presidencial, em clara referência burlesca às suas afirmações de janeiro deste ano sobre os números de assistência à posse de Trump como presidente dos EUA.
 

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