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Bolsa com poeira lunar é arrematada em Nova York por US$ 1,8 milhão

Divulgação
Bolsa usada por Neil Armstrong durante primeira visita à lua Imagem: Divulgação

Nova York (EUA)

20/07/2017 18h23

Uma bolsa com vestígios de poeira lunar que foi utilizada pelo astronauta Neil Armstrong durante a missão Apollo 11 foi vendida nesta quinta-feira (20) na casa de leilões Sotheby's, em Nova York, nos Estados Unidos, pelo preço de US$ 1,8 milhão.

A bolsa, que data de 1969 e na qual consta o rótulo "Retorno de Amostra Lunar", foi examinada por cientistas da NASA, a agência espacial dos EUA, que confirmaram que a mesma foi utilizada para transportar mais de 500 gramas de materiais procedentes da superfície lunar com o fim de minimizar a contaminação das amostras.

O objeto foi adquirido por uma colecionadora - cujo nome ainda não foi divulgado - durante o leilão de uma extensa coleção de artefatos dos programas espaciais americanos e soviéticos, coincidindo com o aniversário da chegada do homem à Lua.

A bolsa, que tinha sido avaliada em até US$ 2 milhões, poderia ser a única amostra de material lunar que legalmente está em mãos privadas, já que a maior parte do equipamento utilizado na missão Apollo 11 está conservada na coleção nacional do Museu Smithsonian, em Washington.

Devido a um mal-entendido burocrático, a bolsa foi colocada por erro em um leilão público em fevereiro de 2015 e terminou nas mãos de uma advogada de Chicago, Nancy Lee Carlson, que a adquiriu por US$ 995.

Carlson enviou o pó cinza-escuro à NASA, que verificou então sua autenticidade e confiscou o objeto como propriedade do governo, já que a posse particular de objetos lunares é proibida.

A advogada, no entanto, entrou com uma ação em fevereiro deste ano e o juiz determinou que, por tê-la adquirido legalmente, ela tinha o direito de ficar com o objeto.

Depois que os astronautas do Apolo 11 voltaram à Terra, os objetos lunares que recolheram foram guardados pela NASA e algumas amostras foram oferecidas como presentes a países e autoridades estrangeiras, mas também estão presentes no mercado negro.

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