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Assange adia anúncio diante de "iminente" reunião com autoridades britânicas

19/06/2017 11h07

Londres, 19 jun (EFE).- O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, adiou nesta segunda-feira o anúncio que iria fazer diante da perspectiva de um "encontro iminente" com as autoridades britânicas, revelou sua equipe jurídica.

O australiano tinha convocado os jornalistas para emitir uma declaração desde a varanda da embaixada do Equador em Londres, onde se refugiou há cinco anos a fim de evitar sua extradição à Suécia, que o acusa de crimes sexuais.

O pronunciamento foi adiado sem que uma nova data fosse marcada, após seus advogados receberem a notificação de que haverá "um encontro iminente" com autoridades britânicas, sobre o qual não deram detalhes.

"A equipe jurídica de Julian Assange continua sendo otimista quanto a chegar a um resultado satisfatório que respeite o processo legal britânico e restaure a liberdade e dignidade de Assange", apontou Melinda Taylor, assessora do australiano, em um comunicado distribuído aos meios de comunicação.

Melinda revelou que receberam a "confirmação de que haverá um encontro com as autoridades britânicas", sem oferecer mais dados.

"Confiamos que isto acontecerá em breve. Não queremos prejudicar este encontro porque precisamos que esse impasse se resolva", explicou a mesma representante, que também ressaltou que "não existe nenhum motivo legal" para manter Assange na embaixada equatoriana.

No último dia 19 de maio, a Suécia arquivou após quase sete anos o processo por estupro contra Assange pela impossibilidade de avançar na investigação preliminar do caso.

O Equador pediu então ao Reino Unido que fosse dado imediatamente ao australiano um salvo conduto, ainda que a polícia de Londres advertisse, por sua vez, que Assange seria preso caso deixasse o edifício.

A Scotland Yard assinalou que deveria ser cumprida a ordem de prisão emitida pela Corte de Magistrados de Londres, em virtude do pedido de extradição da Suécia e que ainda está em vigor.

Assange foi detido pela polícia britânica em dezembro de 2010, e a partir daí foi aberto um processo judicial que terminou em junho de 2012, quando o Tribunal Supremo do Reino Unido deferiu a extradição à Suécia e o jornalista se refugiou na embaixada equatoriana.

O processo na Suécia contra Assange, que se declara inocente, foi marcado por polêmicas quanto a solidez das denúncias e os motivos das autoras.
 

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