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Opera House de Sydney se ilumina ao som de DJ brasileiro em festival

26/05/2017 19h08

Rocío Otoya.

Sydney (Austrália), 26 mai (EFE).- Um dos cartões-postais mais famosos da Austrália, a Opera House se transformou nesta sexta-feira em uma gigantesca instalação iluminada dedicada à vida marinha e movida ao ritmo da música eletrônica do DJ brasileiro Amon Tobin, com o início do Festival Vivid Sydney.

O evento, realizado até o dia 17 de junho, inclui 90 instalações e projeções de 180 artistas locais e internacionais espalhados pelo centro e os arredores de Sydney, assim como 400 shows e 260 ciclos de debates.

A polícia do estado de Nova Gales do Sul, cuja capital é Sydney, prometeu reforçar mais a segurança tanto por terra, ar e mar após o atentado da última segunda-feira em Manchester, na Inglaterra, que matou 22 pessoas, entre elas menores, e deixou dezenas de feridos.

No início do festival já era possível sentir o interesse das pessoas que compareceram em massa para ver as instalações luminosas deste festival, especialmente ao redor da baía.

Mas, como em todas as edições de Vivid, uma das atrações mais importantes foi a instalação da emblemática Opera House, que neste ano levou o nome de "Audio Creatures" (Criaturas Sonoras), do artista australiano Ash Bolland, pioneiro em desenhos tridimensionais e quem trabalhou para Nintendo.

No teto com forma de "velas" da Opera House foram projetadas imagens que fazem referência a criaturas marinhas, aves de coloridas plumagens e plantas.

Os desenhos são acompanhados da música eletrônica do lendário Amon Tobin, astro do selo fonográfico Ninja Tune e cuja música foi utilizada em filmes como "Uma Saída de Mestre" (2003) e "Intervenção Divina" (2002), que recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

"Tentamos fazer com que a Opera House se transformasse em uma criatura gigante. Durante 15 minutos, são vistas projeções de 15 ou 16 animais diferentes. Todos imaginários e muito coloridos", afirmou Bolland ao site do evento.

Outra grande atração é "Trapdoor" (Alçapão), que recria uma ilusão de ótica sobre uma caverna subterrânea que se abre no chão e projeta imagens que contam a história da reserva de Barangaroo, parte do território do povo aborígene Gadigal.

"Magos da nevoeiro", dirigido por Ignatius Jones e Peewee Ferris, é outra das projeções no turístico complexo de Darling Harbour, no qual os visitantes se veem cercados de nevoeiro ao compasso de raios e trovões e diante da aparição de figuras místicas gigantescas.

Nesta instalação foram usadas 12 bombas que jogam 28 toneladas de água por minuto e projeções em paredes de 60 por 40 metros, além de tecnologia laser, fontes de água, música, fogos de artifício e outros elementos controlados por um artista.

O Festival Vivid, que no ano passado contou com 2,3 milhões de visitantes e injetou o equivalente a US$ 82 milhões na economia local, cresce a cada ano com sua oferta de atrações que tenta chamar a atenção de turistas de mercados como o da China.
 

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