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"Star Wars", 40 anos do sucesso galáctico

25/05/2017 10h03

David Villafranca.

Los Angeles (EUA), 25 mai (EFE).- Quarenta anos após o público ser introduzido a uma galáxia muito, muito distante, que revolucionou o cinema, o esplêndido futuro da saga "Star Wars" se concretizou como um enorme fenômeno de fãs e uma extraordinária máquina de fazer dinheiro.

O dia 25 de maio de 1977 ficou marcado pela estreia de "Star Wars - Episódio IV: Uma Nova Esperança", o primeiro filme do universo idealizado por George Lucas e que superou todas as expectativas na bilheteria com Harrison Ford, Mark Hamill e Carrie Fisher como protagonistas.

Já na terceira trilogia e com milhões de fãs no mundo todo, é difícil imaginar que "Uma Nova Esperança" não fosse um sucesso garantido, embora muitos indicassem um grande fracasso para o diretor de "Loucuras de Verão" (1973).

A saga "Star Wars", com sua mistura de humanos, robôs e os mais variados tipos de criaturas, parecia incompreensível. Os diálogos e o roteiro deixavam muito a desejar. O elenco, guiado pelas decisões de Lucas, não sabia muito bem como se portar.

"George (Lucas) tinha uma visão tão clara na cabeça do que queria que tentar tirar isso de um ator era quase uma piada", disse com sarcasmo Harrison Ford, que interpreta Han Solo na saga, segundo o livro "George Lucas - A Life" (2016) de Brian Jay Jones.

Mark Hamill, o ator que dá vida ao icônico Luke Skywalker, foi ainda mais taxativo: "Tenho a leve suspeita que se houvesse uma maneira de fazer filmes sem atores, George faria".

Por mais disfuncional que a filmagem possa ter parecido, havia um método na loucura de Lucas para encaixar aventura, romance, humor, perseguições espaciais e faroeste sideral em um só produto, que se tornou "Star Wars".

George Lucas estava cansado da Nova Hollywood dos anos 70 e de suas pretensões artísticas e narrativas, da violência e do sexo na grande tela, do confronto social e cultural nos Estados Unidos por causa da Guerra do Vietnã.

"Todos sabemos, como cada filme feito nos últimos dez anos mostra, o quão terríveis somos, como arruinamos o mundo, como somos idiotas e como tudo está podre. E eu disse: 'a verdade é que precisamos de algo mais positivo'", argumentou o diretor.

A contribuição de George Lucas foi "Star Wars: Uma Nova Esperança", filme que chegava ao cinema como grande espetáculo escapista e voltado para todos os espectadores, principalmente crianças e adolescentes.

A resposta do público não poderia ser melhor: o primeiro filme de "Star Wars" é a segundo longa-metragem com maior sucesso de bilheteira na história do cinema nos Estados Unidos, com os dados de arrecadação ajustados à inflação, atrás apenas de "...E o Vento Levou" (1939).

A produção de George Lucas também foi pioneira no aperfeiçoamento dos efeitos especiais e do som Dolby Stereo no cinema, mas talvez tenha deixado a sua marca mais duradoura na comercialização de merchandising e na criação de uma base de fãs ao redor de "Star Wars".

Quatro décadas depois da aparição dos sabres de luz, a respiração de Darth Vader, o equilíbrio da Força e o Lado Negro passaram a fazer parte da cultura popular.

Além dos filmes já lançados e dos que ainda estão por vir (em dezembro estreará "Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi"), a saga se expandiu com livros, histórias em quadrinhos, séries de animação e jogos.

"Os fãs estão conosco nos momentos bons e ruins. São mais compreensivos que a minha própria família, que me critica o tempo todo", brincou Hamill durante a última Star Wars Celebration, a convenção dedicada à saga que reuniu milhares de pessoas em Orlando neste ano.

O encontro comprovou que a saga continua a atrair fãs entre os mais jovens e que atores como Daisy Ridley e John Boyega, protagonistas da nova trilogia, já estão entre os novos ídolos do público.

Com o poder financeiro e criativo da Disney, que em 2012 comprou de George Lucas os direitos da saga por US$ 4 bilhões e recebeu aplausos da crítica por "Star Wars: O Despertar da Força" (2015), é impossível imaginar um futuro não lucrativo para a franquia.
 

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