Entretenimento

Mamífero pré-histórico é achado na Argentina após 10.000 anos enterrado

01/12/2016 22h32

Buenos Aires, 1 dez (EFE).- Um gliptodonte, mamífero pré-histórico, foi achado sob o solo de uma fábrica da província de Buenos Aires após ficar mais de 10.000 anos enterrado, informou nesta quinta-feira à Agência Efe Damián Voglino, paleontólogo do Centro de Registro do Patrimônio Arqueológico e Paleontológico (Crepap).

O fóssil foi achado há aproximadamente 15 dias na cidade de Rojas, a 240 quilômetros da capital, quando operários trabalhavam na criação de um poço nas imediações da fábrica Almar.

"Eles se deram conta que havia algo raro, uma estrutura porosa e branca. Imediatamente pensaram que podia ser um resto fóssil", relatou Voglino.

O mamífero pré-histórico achado "não está completo", mas foi possível identificar "distintas partes anatômicas".

Dentro da carapaça havia restos espalhados, o quadril e as vértebras, detalhou o paleontólogo.

Apesar de os gliptodontes poderem chegar a medir até dois metros, o achado é "um dos menores", com um tamanho de cerca de um metro e meio.

Em sua opinião, o achado é "significativo" pelas estruturas biológicas que rodeiam o fóssil e que permitem reconstruir o "paleoclima" no qual viveram estes animais.

"É um animal relativamente frequente e o contexto no qual foi encontrado é analisado como se estuda a cena de um crime", acrescentou.

"Graças à análise dos microestratos, de elementos biológicos do passado ou gerados depois, como os minerais (...), se pode reconstruir o cenário", ressaltou o paleontólogo.

Na extração do fóssil, iniciada há três dias, participou "toda a comunidade".

"O interessante dos achados é que mobilizam toda a população. As pessoas se envolvem em algo que lhes pertence e assim podem contar que a história não começou com a chegada de Colombo a América, mas há mais de 10.000 anos de antiguidade com a aparição de plantas ou paisagens", comentou Voglino.

Como a cidade de Rojas não conta com um museu com as características necessárias para abrigar o fóssil, a fundação da fábrica Almar estuda instalar "um espaço" para que o fóssil possa ser exibido onde foi encontrado.

Para isso ambas instituições cuidarão para que se desenvolvam as atuações necessárias para dotar o gliptodonte de um número de coleção e um local de armazenamento adequado, indicou Voglino.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Entretenimento

Topo