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Agências de notícias têm que inovar para seguir sendo relevantes

16/11/2016 10h03

Baku, 16 nov (EFE).- Inovação, diversidade e tecnologia são as chaves que as agências de notícias devem levar em conta para seguir sendo veículos de imprensa relevantes no mundo da comunicação, afirmou nesta quarta-feira Megan Brownlow, uma das melhores consultoras de meios de comunicação do mundo.

Brownlow, diretora-executiva da Pricewaterhousecoopers para a Austrália, discursou no primeiro dia do V Congresso Mundial de Agências de Notícias (WCNA), realizado entre hoje e amanhã no Centro Heydar Aliyev de Baku, no qual participam diretores de 100 agências de cerca de 80 países de todo o mundo.

A empresa de consultoria desenhou um futuro promissor para as agências, embora muito complicado pelas decisões que têm que tomar e pela modernização "imprescindível" que devem acometer em formatos e conteúdos.

"Novos desafios para as agências de notícias" é o título do Congresso, que foi inaugurado pelo presidente do Azerbaijão, Ilhan Aliyev, organizado pela azerbaijana Azertac.

A diretora geral da Unesco, Irina Bukova, destacou a importância das agências de notícias "para divulgar uma informação livre e independente que fortaleça a democracia e o desenvolvimento sustentável", em uma alocução gravada que foi projetada no Congresso.

Brownlow disse que as agências devem adaptar seu conteúdo e seus formatos à audiência nascida no século XXI, jovens que buscam notícias breves, visuais e que as recebem em dispositivos móveis.

A consultora traçou um panorama desde o texto, que imperou durante séculos na comunicação, ao vídeo em 3D, mas sempre mantendo a qualidade e o rigor que caracteriza as agências de notícias, porque "as redes sociais cresceram muito, mas transmitem notícias com frequência equivocadas".

Clive Marshal, CEO da britânica PA e presidente do Conselho Mundial de Agências de Notícias (a organização que prepara os congressos mundiais), destacou a grande mudança experimentada no mundo da comunicação desde o primeiro encontro realizado em 2004.

Mas disse que os ingressos das agências seguem sendo baixos em comparação com os de outros veículos de imprensa embora gerem uma alto porcentagem dos conteúdos noticiários de qualidade, que chegam a milhões de pessoas no mundo todo.

Marshal afirmou que os jornalistas seguem sendo perseguidos (800 foram assassinados desde 2004) em seu esforço por fazer uma informação de qualidade, e fez menção das melhoras na situação do Azerbaijão, "embora ainda reste alguns jornalistas presos".

O presidente Aliyev destacou a importância dos veículos de imprensa em uma sociedade moderna e se manifestou partidário da liberdade de informação e que os jornalistas realizem um trabalho independente.

Aiyev falou do conflito de Nagorno Karabag e denunciou o descumprimento por parte da Armênia de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU pedindo a devolução ao Azerbaijão dessa região, "ocupada há 20 anos e sofrendo um conflito que gerou milhões de refugiados".

Aslan Aslanov, diretor da Azertac, afirmou que este Congresso é realizado quando o Azerbaijão celebra 25 anos de vida independente.

Na primeira sessão de trabalho, os diretores das agências analisaram o futuro do consumo informativo, e nas seguintes está previsto falar sobre os desafios e oportunidades das novas tecnologias e as redes sociais, assim como da inovação nas agências de notícias.

Na quinta-feira, haverá duas sessões de trabalho, sobre o adestramento de jornalistas em um futuro multimídia e sobre a proteção do trabalho dos jornalistas, a liberdade de acesso e a segurança em zonas de conflito, antes que do término do Congresso.

Os diretores das agências de notícias como Reuters, AP, a alemã Dpa, a japonesa "Kyodo" e a Agência EFE, se reúnem a cada três anos para analisar seus problemas e buscar soluções, em encontros realizados em Moscou (2004), Estepona (Espanha, 2007), Buenos Aires e Bariloche (2010), e Riad (2013).

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