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Feira do Livro de Frankfurt espera edição marcada por política

Adam Lundquist/Divulgação
A prestigiada Feira do Livro de Frankfurt, que este ano acontece de 19 a 23 de outubro Imagem: Adam Lundquist/Divulgação

De Berlim (Alemanha)

15/09/2016 13h58

A Feira do Livro de Frankfurt, que será realizada entre 19 e 23 de outubro, espera neste ano uma edição marcada por discussões em torno de temas políticos, como a atual situação na Europa, a crise dos refugiados e a intensificação da censura em muitos países

A presença de escritores como o argelino Boualem Sansal e o turco Elif Shafak, que tiveram que enfrentar em seus respectivos países problemas por suas publicações, contribuirão à discussão sobre a liberdade de expressão.

"A atual situação na Turquia, mas também na Polônia e Hungria mostra o quão ameaçada está a liberdade de expressão", disse nesta quinta-feira o diretor da Feira, Jürgen Boos, durante uma entrevista coletiva de apresentação em Frankfurt.

Getty Images
Jürgen Boos, diretor da Feira de Frankfurt Imagem: Getty Images

A cerimônia inaugural será realizada em 18 de outubro e entre os oradores estará o presidente do parlamento Europeu (PE) Martin Schulz.

O tema da Europa é justamente o foco do chamado "Weltempgang" (Recepção mundial), um dos foros de discussão tradicionais da Feira.

"Tudo indica que uma visão meramente econômica da Europa não gera suficiente integração. Queremos impulsionar um debate sobre outras visões", disse Boos.

"Não é para os países-membros se dedicarem à contemplação de si mesmos, mas de entender o que está ocorrendo no mundo todo e especialmente impulsionar a discussão sobre valores como a liberdade de expressão e de publicação", acrescentou.

No "Weltempfang", além de escritores como Sansal e Shafak, estará, entre outros, o historiador britânico Ian Kershaw, autor de um livro recente sobre a crise do continente na primeira metade do século XX que levaram a duas guerras mundiais.

Alguns dos elementos dessas crises identificados por Kershaw o ressurgimento do nacionalismo excludente e o racismo, a crise do capitalismo e o aumento da brecha entre ricos e pobres parecem estar presentes novamente.

O convidado de honra deste ano é o mundo de língua flamenga, ou seja Holanda e Flandres (Bélgica).

Uma das novidades deste ano será um pavilhão denominado The Arts+, uma espécie de feira dentro da feira onde estarão representadas instituições como o Museu de Arte Moderna de Nova York, o Museu de Alberto e Victoria de Londres e outros diversos museus.

Nessa seção serão discutidas as possibilidades da digitalização para a indústria criativa, o que foi já um tema recorrente em edições anteriores da feira.

Isso explica também o fato de que entre os convidados para ntrevista coletiva inaugural de 18 de outubro esteja o pintor David Hockney.

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