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Astro em filmes de Mel Brooks e eterno Willy Wonka, Gene Wilder morre aos 83

29/08/2016 19h29

Redação Central, 29 ago (EFE).- Primeiro e eterno "Willy Wonka" no cinema, além de astro de vários filmes de Mel Brooks e conhecido por parcerias com Richard Pryor em comédias como "Cegos, Surdos e Loucos", Gene Wilder, que faleceu nesta segunda-feira, aos 83 anos, foi um dos atores de maior sucesso no cinema americano dos últimos 30 anos no gênero do humor.

Também diretor, produtor e roteirista, Jerome Silberman, que era seu verdadeiro nome, nasceu na cidade de Milwaukee, no estado de Wisconsin (EUA), em 11 de junho de 1933, filho de pai russo e mãe polonesa.

Após finalizar seus estudos na Universidade de Iowa (EUA), ele viajou para a Inglaterra para estudar arte dramática na Bristol Old Vic, e depois recebeu aulas de interpretação de Lee Strasberg.

Ao retornar a seu país, Wilder trabalhou como professor de esgrima, motorista e vendedor.

Em 1961, estreou no teatro com a obra de Graham Green "O Amante Complacente". A partir daí, atuou em várias montagens na Broadway, com as quais conseguiu boas críticas e dois prêmios de interpretação.

Gene Wilder foi descoberto para o cinema pelo diretor Arthur Penn, que o contratou em 1967 para o papel de diretor da funerária que é raptado pelos protagonistas no filme "Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas" após vê-lo atuar na Broadway junto com Kirk Douglas em "Um Estranho no Ninho".

Seu segundo filme foi dirigido por Mel Brooks, a quem conheceu enquanto interpretava na Broadway "Mãe Coragem e Seus Filhos", de Bertolt Bretch, junto com Anne Bancroft, namorada e depois esposa do cineasta, e que foi quem os apresentou.

Wilder e Brooks tornaram-se amigos e trabalharam em "Primavera para Hitler" (1968), que obteve um grande sucesso de crítica, dando início a uma célebre parceria ao longo dos anos 70.

Também nesta década, em 1971, Wilder interpretou um dos personagens pelos quais é mais conhecido, Willy Wonka, em "A Fantástica Fábrica de Chocolate".

Em 1974, Wilder consagrou-se como ator de comédia com "Banzé no Oeste", também dirigido por Brooks, e obteve uma grande popularidade com "O Jovem Frankenstein", no qual, além de ator, foi roteirista.

Ao longo de sua carreira, Wilder colaborou também com outros cineastas de peso no humor, como Woody Allen ("Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar", de 1972).

Um dos colegas de cena com quem mais teve sintonia foi Richard Pryor, com quem estrelou "O Expresso de Chicago" (1976), "Loucos de Dar Nó" (1980), "Cegos, Surdos e Loucos" (1989) e "Um Sem Juízo, Outro Sem Razão" (1991).

Em 1975, Wilder dirigiu seu primeiro longa, "O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes", do qual também foi ator e roteirista. Dois anos depois, dirigiu e produziu "O Maior Amante do Mundo", no qual atuou com Carol Kane, e em 1980 dirigiu "Amantes Sensuais".

Outros filmes nos quais atuou são "Mercenários de um Reino em Chamas" (1970), "O Pequeno Príncipe" (1974), "O Rabino e o Pistoleiro" (1979), e "Hanky Panky, Uma Dupla em Apuros" (1982), com Sidney Poitier como diretor.

Em 1984, protagonizou um grande sucesso de bilheteria, "A Dama de Vermelho", e na década de 90 se dedicou principalmente a produções para a televisão, como a série "Something Wilder" (1994).

Em 4 de fevereiro de 2000, Gene Wilder foi internado em um hospital de Nova York após sofrer uma recaída de um câncer linfático com o qual tinha sido diagnosticado.

O ator se casou em 1960 com a atriz Mary Mercier, de quem depois se divorciou. De 1967 a 1974, foi casado com Jo Ayers, e em 1982 uniu-se à atriz cômica Gilda Radner, com quem dividiu cenas em "A Dama de Vermelho" e que faleceu de câncer de ovário em 1989, aos 42 anos. Posteriormente, em 1991, casou-se com Karen Boyer.

Em 1993, Wilder abriu um centro de apoio para os pacientes de câncer e seus familiares, chamado "Gilda's Club" em homenagem a sua esposa Gilda.

Em 2005, publicou suas memórias em um livro intitulado "Kiss Me Like a Stranger", e em 2007 seu primeiro romance, ambientado na Primeira Guerra Mundial e chamado "My French Whore".

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