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Escritor mexicano Ignacio Padilla morre em acidente de carro

Leticia Sanchez/El Universal
O escritor Ignacio Padilla Imagem: Leticia Sanchez/El Universal

Cidade do México

20/08/2016 17h32

O escritor mexicano Ignacio Padilla, um dos maiores expoentes da chamada "Geração do Crack", morreu aos 47 anos em um acidente de trânsito, informou neste sábado a Secretaria de Cultura do México.

"O escritor Ignacio Padilla faleceu na noite da sexta-feira, 19 de agosto, no estado de Querétaro em consequência de um percalço automobilístico", informou a instituição em comunicado.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre o acidente. Hoje, o corpo será levado à Cidade do México.

No Twitter, o secretário de Cultura, Rafael Tovar y de Teresa, disse estar entristecido com o ocorrido.

"Lamento o falecimento de Ignacio Padilla, um homem das letras no mais amplo sentido da palavra. Meus pêsames a sua família", disse na mensagem postada no início da tarde deste sábado.

Jovens autores da cena mexicana também publicaram mensagens sobre o falecimento do escritor. Brenda Lozano disse que conviveu pouco com "Nacho Padilla", como era conhecido, mas que guardará boas recordações dele.

"Generoso, doce, sorridente e falante", escreveu ela na mesma rede social.

Luis Felipe Fabre, outro nome da nova da nova geração literária, também lamentou o falecimento.

"Que grande tristeza a morte de Ignacio Padilla", publicou no Twitter.

Nascido na Cidade do México, em 1968, Ignácio era membro da Academia Mexicana da Língua (AML) desde 2011. Em 1996, ele e um grupo de colaboradores, incluindo Jorge Volpi, Eloy Urroz, Pedro Ángel Palou e Ricardo Chávez, lançaram o "Manifesto do Crack", que tinha como objetivo renovar a literatura mexicana.

Padilla, uma das mais célebres revelações das letras na América Latina, publicou cerca de 30 livros, entre contos, romances, ensaios, crônicas e textos infantis. No Brasil, o autor tem traduzidos os livros "Amphitryon" (2006), com o qual ele ganhou prêmios internacionais, e "Espiral de artilharia" (2007), ambos pela Companhia das Letras.

Neste ano, publicou "Cervantes y Compañía", uma série de ensaios em homenagem aos 400 anos das mortes de Miguel de Cervantes e William Shakespeare.

No início deste mês, a Secretaria de Cultura organizou um evento no Palácio Nacional de Belas Artes para reconhecer o trabalho de Padilla. No dia, o autor garantiu que sua paixão consistia em "contar histórias" e se definiu como parte de "uma geração que pôde se dedicar muito à criação literária em um país sem leitores".

"Geralmente, a literatura é uma atividade solitária, não me deixarão mentir e, no entanto, tive a sorte de viver a literatura como uma atividade de grupo, de amizade, a 'Geração do Crack' é só um exemplo", comentou à época.

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