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Peça de teatro sobre "Harry Potter" estreia em Londres neste fim de semana

Rubén Serrano

Londres

30/07/2016 06h00

"Obscura", "deslumbrante", "um sucesso": essa é a opinião da crítica britânica sobre a peça "Harry Potter and the Cursed Child" ("Harry Potter e a criança amaldiçoada"), que estreia amanhã no West End, no centro de Londres, e que questiona a condição de órfão do bruxo criado por J.K. Rowling.

Em meio a grande sigilo, o Palace Theatre receberá a peça dirigida pelo escocês John Tiffany e escrita pela própria autora britânica, espetáculo que já tem ingressos esgotados até maio do ano que vem.

A peça é dividida em duas partes de duas horas e meia cada e se passa 19 anos após o término do último livro, "Harry Potter e as Relíquias da Morte" (2007). Desta vez, a história conta os passos do bruxo - interpretado por Jamie Parker -, agora com 40 anos, funcionário do Ministério da Magia Britânico e com três filhos.

O frisson que a apresentação gerou foi tão grande que os organizadores anunciaram que colocarão à venda no início de agosto 250 mil entradas extras, após o preço da revenda de ingressos em sites como "Viagogo" e "Stubhub" ter chegado a mil libras esterlinas (mais de R$ 4 mil).

"Mais da metade do público irá ao teatro pela primeira vez e mais da metade tem menos de 35 anos. Isso representa uma verdadeira evolução para a indústria", afirmou a produtora Sonia Friedman em entrevista ao jornal "The Guardian".

A publicação concorda com o resto da crítica ao dar 5 estrelas à produção, classificada como "um espetáculo teatral emocionante" e "um sucesso" que provoca "gritos de surpresa entre os espectadores" a cada vez que novos dados do universo de Hogwarts são revelados.

"É obscura, visualmente deslumbrante e tem reminiscências de 'De Volta Para o Futuro'", ressaltou o jornal "The Economist" para se referir aos saltos no tempo, que vão da infância do bruxo aos fatos que ocorreram depois do sétimo livro.

A produtora da obra explicou ao "The Guardian" que a peça foca em um aspecto-chave de Harry Potter.

"A primeira coisa que J.K. Rowling nos disse foi: 'Harry, o órfão". O ponto de partida foi: um homem de 40 anos de idade, que é órfão, trabalhador e um dos maiores heróis do mundo. Como ele faz a coisa mais básica, que é ser pai, quando não tem a experiência dos próprios pais e passou por muitos abusos?", explicou.

A escritora britânica, que vendeu 500 milhões de exemplares da saga no mundo todo, está disposta a superar esse número no domingo, quando publicará no Reino Unido o livro homônimo da peça, o primeiro lançamento em nove anos de novas aventuras do bruxo. A previsão é que a edição brasileira chegue às livrarias no final de outubro.

A produção do West End já teve que superar comentários racistas de parte do público pelo fato de Hermione ser interpretada por Noma Dumezweni, uma atriz negra natural da Suazilândia. Emma Watson, que deu vida à inteligente e doce Hermione Granger nas telonas, parabenizou Noma e expressou há três semanas nas redes sociais a emoção que sentiu ao assistir um dos ensaios da peça.

"Fui sem qualquer expectativa e descobri que alguns aspectos da peça são até mais bonitos do que nos livros. Depois de vê-la, me senti ainda mais conectada com Granger e isso é um presente. Conhecer Noma foi como me encontrar com o meu 'eu' adulto, que me dissesse que tudo está bem. Foi emocionante e tranquilizador", escreveu a atriz.

Até Daniel Radcliffe, que ficou famoso na pele de Harry Potter nos longa-metragens, confessou estar "muito interessado" no espetáculo, embora ainda não tenha conseguido uma brecha na agenda para assistir à apresentação.

Durante as últimas seis semanas foram realizados ensaios abertos, nos quais o elenco da peça presenteou os espectadores com plaquinhas de metal com a hashtag #keepthesecret ("guarde o segredo") para que aqueles que tiveram a oportunidade de ver a obra antes dos demais permanecessem em silêncio sobre o que viram. Até agora, parece estar dando certo.

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