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Diretor do Cervantes: "Instituto volta seu olhar para Brasil, EUA e China"

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Sede do Instituto Cervantes em Madri, na Espanha Imagem: Divulgação

Carmen Sigüenza

De Madri (Espanha)

01/07/2016 16h14

O diretor do Instituto Cervantes, Víctor García de La Concha, começa a fazer um balanço de seus anos à frente desta instituição, que se transformou "na casa da cultura dos países de fala hispana" e que agora volta seu olhar para Brasil, Estados Unidos e China.

"Cerca de 67% das atividades culturais do Cervantes são americanas e isso tem um duplo valor, não só o da ajuda econômica que nos prestam, mas os centros no mundo todo vão se transformando em casas que não são somente a casa da Espanha, mas a casa da cultura dos países de fala hispana", explicou à Agência Efe De la Concha.

Desde que chegou ao Cervantes em janeiro de 2012, De la Concha se centrou em região ibero-americana.

"Em muitos países latino-americanos, hispano-americanos, está surgindo e se potencializando a educação de espanhol para estrangeiros por universidades, governos... Se tratava de conectar o Cervantes com essas inquietações", argumentou o acadêmico.

"A isso dediquei estes quatro anos em minha tarefa particular; outra coisa é que ao mesmo tempo participei do governo geral da instituição", destacou também o presidente de honra da Real Academia da Língua.

Resta a ele pouco tempo no cargo, já que seu posto é decidido pelo governo no começo de cada legislatura e ele não quer ser indicado de novo. Mas assegura que os três polos para os quais o Cervantes agora volta seu olhar são Brasil, EUA e China.

Em relação aos EUA, De la Concha assegura estar "razoavelmente orgulhoso" de ter criado o Instituto Cervantes na Universidade de Harvard (EUA), um observatório do espanhol e das culturas hispânicas neste território.

Outra das conquistas nestes quatro anos de gestão, foi a criação de um novo certificado: o serviço internacional de avaliação da língua espanhola (SIELE) que tem como objetivo prioritário esses três territórios.

De la Concha afirma, no entanto, que a ação do Cervantes "deve continuar potencializando a parceria com a América Latina. "Quanto mais nos unirmos maior força resultante", assegurou.

Ex-diretor da Real Academia da Língua, que ocupou de 1998 até 2010, De la Concha sempre esteve trabalhando "para a unidade da língua", mas quando pensava que ia se aposentar, recebeu a convocação para dirigir o Cervantes.

"O objetivo com o qual eu cheguei ao Cervantes não era o de governo normal, que isso o faz o secretário-geral (atualmente Rodríguez Ponga), mas ia me ocupar de ibero-americanizar o Cervantes", destacou.

"Agora, devemos continuar nos espalhando nos Estados Unidos, muito seletivamente, mas amplamente, pelo Brasil, que tem uma grande demanda, e depois por África e Ásia", acrescentou.

"O espanhol é uma língua que tem muita força, mas também debilidades, quero destacar. O Cervantes é jovem, com muita potência, com grandes conquistas, e é muito o que resta pela frente", ressaltou De la Concha.

O instituto não deixou de crescer em seus 25 anos de vida, mas tem pela frente ainda muitos desafios, entre os quais cita conseguir mais autonomia e não ser vinculado às mudanças políticas.

"O Cervantes precisa de autonomia, de fato a lei de fundação do Cervantes destacava o aspecto de autonomia e, basicamente, tem autonomia, mas talvez excessivamente condicionada. Isto deve ser estudado com o novo governo (...) porque o espanhol não é do governo", ressaltou este filólogo especialista em mística.

Nestes quatro anos à frente desta instituição, que conta com 90 centros em 43 países de todo o mundo, a De la Concha enfrentou a crise e os cortes orçamentários.

"Apertamos o cinto, restringimos serviços e conseguimos não fechar nenhum centro, nem demitir ninguém", finalizou o diretor.

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