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Artista plástica brasileira faz duas exposições simultâneas na França

Vanitas Rerum, da série: Stockage 124_2 - Reprodução/Facebook/Luzia Simons
Vanitas Rerum, da série: Stockage 124_2 Imagem: Reprodução/Facebook/Luzia Simons

María Luisa Gaspar

De Paris

03/06/2016 16h27

A artista plástica brasileira Luzia Simons terá a partir desta sexta (3) dupla presença na França, na série "Stockage" inaugurada em Paris, e como um dos nomes de peso internacional que povoam até novembro a temporada 2016 de exposições do Palácio de Chaumont-sur-Loire.

Na capital francesa, ela criou especialmente para o principal pátio do Hotel de Soubise, monumental sede do Arquivo Nacional, uma mostra com obras enormes, "Stockage".

Até setembro, ela apresenta por lá um duplo ciclo de seus característicos "escanogramas" - fotografias com scanner - de plantas, protagonizadas por tulipas de múltiplas variedades e cores, captadas em aparente desordem e traduzidas em pixels quase no final de sua vida.

O trabalho da artista nascida em 1953 em Quixadá, no Ceará, e que viveu em Paris e atualmente mora na Alemanha, lembra antigas técnicas pictóricas que, ao mesmo tempo, se misturam com procedimentos fotográficos mais contemporâneos.

A lenta varredura do scanner de potente resolução oferece uma rara nitidez as suas naturezas mortas, impregnadas de um mistério especial, quase irreal, com uma técnica muito similar à utilizada pelo Arquivo Nacional para digitalizar alguns documentos.

Daí que os organizadores da exposição relacionem a superposição de flores, pétalas, bulbos, talos, pólen e outros elementos florais às suas próprias maneiras de armazenar e conservar.

Ao oeste do país, junto ao Loire --em funcionamento, apesar das inundações que fecharam outros espaços culturais--, Luzia irá expor até 2 de novembro suas imagens "hiper concretas", estas com temática subtropical, procedente da Mata Atlântica do Sul do Brasil.