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Crise ofusca brilho das passarelas no São Paulo Fashion Week

25/04/2016 22h49

São Paulo, 25 abr (EFE).- O momento de instabilidade política e econômica pelo qual o país atravessa também foi sentido nesta segunda-feira no Pavilhão da Fundação Bienal, onde foi realizada a abertura de desfiles oficiais da 41ª edição do São Paulo Fashion Week, que apesar de reunir 38 marcas sente a ausência de algumas, como Colcci e Animale.

Paralelamente à situação econômica atual, o evento abandona as nomenclaturas baseadas nas estações do ano, como Inverno e Verão, e passa a se chamar "SPFW N41", para não limitar as coleções de moda em um país no qual o calor é predominante, independente da época do ano.

Apesar da crise, esta edição registrou um número recorde de patrocinadores, 17 no total, embora com cotas mais reduzidas, o que representa um investimento 20% menor.

O reflexo dessa situação se evidencia tanto na minimalista decoração interna do Pavilhão como no pouco uso de efeitos especiais nas salas de desfiles.

Se em anteriores edições algumas das marcas mais fortes conseguiam investir até R$ 1,5 milhão, a média deste ano é de R$ 70 mil por desfile.

Com essa austeridade, as passarelas terão mais modelos da nova geração, a custos mais baixos que as grandes estrelas internacionais que desfilaram em outras edições do São Paulo Fashion Week.

Em meio a este panorama, muitas marcas continuam a apostar pelo evento que é o maior expoente da moda brasileira e que se apresenta como a plataforma lançamento dos estilistas no Brasil.

Com sete novas marcas, a aposta é a tendência internacional do que se denomina "see now, buy now" (veja agora, compre agora) e por isso marcas como Ellus 2nd Floor e Riachuelo terão disponíveis as coleções apresentadas em suas lojas.

A passarela deste primeiro dia de desfiles oficiais foi inaugurada pela marca Lilly Sarti, com uma coleção inspirada em criaturas inventadas e histórias populares do nordeste.

Lilly Sarti apresentou um estilo descontraído em vestidos longos e tops de seda e tecidos vaporosos, combinados com peças de linho em jaquetas e calças acima do tornozelo.

Em referência ao cangaço foram apresentados os tons ocre, marrom, laranja e vermelho, combinados em uma coleção que começou com peças confortáveis em linho e algodão e deu passagem a peças mais sensuais em crepe e tulle em tonalidades terrosas, todas combinadas com sandálias de corte clássico e sofisticado.

A marca UMA, de Raquel Davidovich, apresentou depois uma coleção de estilo minimalista, que define a marca, na qual predominou a roupa informal com cortes esportivos, trabalhados em tecidos nobres como a seda e as gazes de algodão, na qual as calças e bermudas em tons branco e preto combinaram com o calçado esportivo.

Os desfiles terminaram com a marca Amabilis, que se apresenta pela primeira vez no SPFW e é uma das ganhadoras do projeto Top 5, como parte do programa de apoio a estilistas para pequenas e médias empresas.

A já famosa Apartamento 03 e o renomado estilista Ronaldo Fraga são os últimos a apresentar suas coleções no primeiro dia de um São Paulo Fashion Week que, apesar da conjuntura econômica do país, oferece um calendário repleto de desfiles e atividades paralelas relacionadas à moda.

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