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Adriano Amaral, uma das promessas da arte brasileira, está em feira de Madri

17/02/2016 17h25

Madri, 17 fev (EFE).- Adriano Amaral, considerado uma das promessas da arte brasileira, participa da 35ª edição da feira de arte contemporânea Arco Madri, que vai do dia 24 a 28 de fevereiro na capital espanhola, com uma instalação que apresenta a complexa relação entre imagens e formas.

A arte contemporânea conquista a capital espanhola no aniversário da Arco com o projeto "Ano 35. Madri", que ocupa nove espaços da cidade, a maioria museus, e que foi inaugurada nesta quarta-feira pelo secretário de Estado de Cultura, José María Lassalle.

Museus como o arqueológico, o do romantismo, o Cerralbo e o de Antropologia, junto com a Tabacalera - todos eles centros vinculados ao Ministério de Cultura, se abriram a instalações "que surpreenderão os visitantes frequentes", disse o curador do projeto, Javier Hontoria.

Amaral (1982) ocupa a Estudios de Tabacalera, antiga fábrica de tabacos de Madri, em um convite para explorar o cenário e a arquitetura desse edifício histórico.

O artista brasileiro jogou com o espaço e o reconfigurou até criar insólitas atmosferas que obrigam o visitante a repensar constantemente sua posição, segundo o programa da mostra.

A obra deste artista brasileiro se aprofundou no estudo das possibilidades físicas dos materiais, usando formas de silicone e texturas líquidas, que refletem seu interesse pelas propriedades sensoriais da matéria.

Em seu 35º ano, a feira Arco saiu à rua e chegou à cidade, onde estabeleceu "uma relação dialética e enriquecedora, aproveitando infraestruturas culturais do Ministério de Cultura", indicou Lassalle.

Esta homenagem da cidade e das instituições à feira "evidencia a interação entre as duas linguagens, contemporânea e historicista", segundo Hontoria, que selecionou para o Museu Arqueológico Nacional a obra "Naturezas naturais" de Fina Miralles.

Pedras, areia, gramado e outros materiais estão presentes em suas versões, natural e artificial, "oferecendo uma nova interpretação da arte pobre está acontecendo hoje.".

Partindo das pinturas sobre bandidos realizadas por Manuel Barron que serão exibidas no Museu do Romantismo, Fernando García criou uma instalação formada por 250 puxas, que previamente o artista comeu, e que criaram novos caminhos para montanhas de cristal, como faziam os bandidos.

O grande número de obras exibidas no Museu Cerralbo, no qual quase não existem espaços vazios, levou Oriol Vilanova a criar uma instalação sonora que brincou com o retorno do Marqués de Cerralbo, que ao morrer em 1922 legou sua coleção particular ao Estado com a única premissa de que permanecesse sempre unida.

Lorenzo López Cuenca, um dos artistas espanhóis mais destacados das últimas décadas, apresenta no Museu Nacional de Antropologia "Acessórios", intervenção em que propõe uma reformulação da ideia de alteridade em um lugar onde os ecos de nosso passado colonial ainda reverberam com força, assim como as relações entre o ser humano e as sociedades em que se insere.

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