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Museus italianos mudam de direção e sete estrangeiros assumem

Fabrizio Giovannozzi/AP
O "David" de Michelangelo, exposto na Galeria da Academia, em Florença, um dos museus italianos que ganham novos diretores Imagem: Fabrizio Giovannozzi/AP

De Roma (Itália)

18/08/2015 08h31

Sete especialistas estrangeiros (três alemães, dois austríacos, um britânico e um francês) dirigirão alguns dos principais museus da Itália, escolhidos junto com outros 13 italianos pelo Ministério de Bens Culturais após um longo processo de seleção.

No total, 20 museus italianos terão mudança na direção. Foram escolhidos dez homens e dez mulheres, especialistas em história da arte, arqueologia e gestão cultural - com uma média de idade de 50 anos, informou o Ministério em comunicado nesta terça-feira.

A mudança mais chamativa foi na Galeria degli Uffizi de Florença, que será dirigida pelo alemão Eike Schmidt, de 47 anos, especialista em arte florentina, em substituição ao italiano Antonio Natali.

"Com estas 20 nomeações de grande envergadura científica internacional, o sistema de museus italianos vira uma página e recupera um atraso de décadas", ressaltou hoje o ministro de Bens Culturais, Dario Franceschini.

Os novos diretores foram escolhidos através de um processo de seleção pública, avaliados e entrevistados por uma comissão de especialistas.

Também estará em mãos alemãs outra grande joia cultural de Florença, a Galeria da Academia, onde está a escultura de David, de Michelangelo, e que será dirigida por Cecilia Hollberg, de 48 anos, historiadora da arte e gerente cultural.

O novo responsável do Parque Arqueológico de Paestum, em Nápoles, é também alemão, Gabriel Zuchtriegel, de 34 anos.

O museu de Capodimonte, em Nápoles, será dirigido pelo filósofo francês e especialista em história da arte Sylvain Bellenger, e a Pinacoteca de Brera, em Milão, pelo arquiteto e museólogo James Bradburne, nascido no Canadá, mas de nacionalidade britânica.

Dois austríacos, o historiador e filólogo Peter Aufreiter e o historiador de arte Peter Assman serão os diretores da Galeria Nacional das Marcas, em Urbino; e do Palácio Ducal de Mântua, respectivamente.

Nas mãos de mulheres italianas ficam três museus de Roma: a Galeria Borghese, a Galeria Nacional de Arte Moderna e a Galeria Nacional de Arte Antiga, que serão dirigidas, respectivamente, pelas historiadoras de arte Anna Coliva, Cristiana Collu e Flaminia Gennari Santori.

Outra mulher, a historiadora Paola Marini, será responsável pela Galeria da Academia de Veneza, e a ela se somam as especialistas em arte Martina Bagnoli, como diretora da Galeria Estense de Modena, e Paola D'Agostino no Museu Nacional do Bargello, em Florença.

Também serão dirigidos por mulheres o Museu Arqueológico Nacional de Taranto (com a arqueóloga Eva Degl'Innocenti) e os palácios reais de Gênova (com a historiadora Serena Bertolucci) e de Turim (com Enrica Pagella).

Homens italianos dirigirão o Palácio Real de Caserta (Mauro Felicori), a Galeria Nacional de Úmbria (o historiador e filósofo Marco Pierini) e os museus nacionais de Nápoles (o arqueólogo Paolo Giulierini) e Calábria (o arqueólogo e arquiteto Carmelo Malacrino).

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