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Festival de teatro hispânico de Miami completa 30 anos e homenageia Brasil

Cena de "A Paz Transcende" - Reprodução
Cena de "A Paz Transcende" Imagem: Reprodução

De Miami, nos EUA

08/07/2015 23h24

O Festival Internacional de Teatro Hispânico (FITH) de Miami (EUA) começa nesta quarta-feira (8) suas três semanas de espetáculos para celebrar seu 30º aniversário, oferecendo um programa de 12 peças de sete países e tendo o Brasil como convidado de honra com dança teatral "A paz transcende" na abertura.

"O Brasil é o homenageado desse ano pela influência cultural em toda América Latina, com uma tradição teatral de dança e de circo, e por toda sua extensão narrativa", disse à Agência Efe o diretor e fundador do evento, Mario Ernesto Sánchez.

O encontro reúne companhias do Brasil, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, México, Uruguai e Venezuela, que levarão o melhor da dramaturgia hispânica a diferentes palcos da cidade.

"Nessa edição estreamos com uma dança teatral afro-brasileira 'A paz transcende', da companhia Viver Brasil, porque queríamos fazer algo que fosse inclusivo. A dança tem um idioma universal", disse.

Em um balanço dos 30 anos na direção do festival, Sánchez afirmou que não foi fácil manter o evento em uma cidade onde o teatro não é tratado como prioridade.

O diretor destacou outras duas peças "interessantes e peculiares" do Brasil que estarão no festival. Uma é "Menina dos meus olhos", escrita e representada por uma pessoa com síndrome de down, que conta a história de uma jovem que busca o amor e a aceitação social por meio de uma visão crítica aos demais.

A outra é a "BR-Trans", do coletivo artístico As Travestis, que, segundo Sánchez, mostra a "originalidade" de seu ator principal e dramaturgo, Silvero Pereira. A peça apresenta uma cartografia social do universo transgênero no Brasil, além do papel que a família, a religião e a política exercem na vida dessas pessoas.

Neste ano, o principal prêmio será concedido ao diretor brasileiro Antunes Filho, conhecido por sua encenação de Macunaíma, uma obra que representa o multiculturalismo do país através dos mitos e das lendas indígenas.