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Antigo esconderijo de John F. Kennedy sobrevive ao tempo como museu

EFE
Bunker de John F. Kennedy, em Peanut Island, Flórida Imagem: EFE

Emilio J. López

De Miami

01/07/2015 10h07

A crise dos mísseis em Cuba, que quase levou o mundo à guerra nuclear, foi o ápice para que os Estados Unidos construíssem em 1961 um bunker secreto em uma pequena ilha de Palm Beach, ao norte de Miami, para servir de refúgio ao então presidente, John F. Kennedy.

Após a eleição de Kennedy, os engenheiros civis da Força Naval do Exército dos EUA, conhecidos como "Seabees", construíram às pressas um refúgio secreto antiatômico em Peanut Island, uma ilha artificial de 70 acres situada no litoral do condado de Palm Beach.

Como o presidente passava longas temporadas em Winter White House, sua residência de verão em Palm Beach, na Flórida, foi ordenada a construção de um esconderijo nuclear a menos de cinco minutos de helicóptero.

O bunker antiatômico foi um dos segredos mais bem guardados do mundo, tanto que as autoridades americanas só revelaram publicamente a existência do local em 1974.

Em caso de um ataque atômico, Kennedy e a primeira-dama, Jacqueline, teriam um refúgio seguro embaixo da terra.

O esconderijo foi preparado para abrigar até 30 pessoas, entre parentes dos Kennedy e funcionários, durante o período de um mês. A câmara principal possuía 15 beliches, uma escrivaninha presidencial e uma mesa para conferências.

O esconderijo, que nunca precisou ser utilizado, foi fortemente protegido e equipado com todos os tipos de produtos de primeira necessidade, além dos medidores de radioatividade.

Esse refúgio antinuclear custou US$ 90 mil e demorou apenas dez dias para ser construído, segundo Anthony Miller, diretor-geral do Museu Marítimo de Palm Beach, instituição que cuida da manutenção e organiza visitas guiadas ao bunker.

Já se passaram 52 anos desde o assassinato de John F. Kennedy em Dallas, no Estado do Texas, no dia 22 de novembro de 1963. Ainda assim, a imagem do ex-presidente democrata continua ligada a Palm Beach, um reduto de magnatas, investidores e artistas que conta com esse pequeno pedaço de história.

Após o fim da Guerra Fria, o bunker foi totalmente abandonado e ficou parcialmente inundado durante anos. O período de negligência terminou quando o Museu Marítimo de Palm Beach se propôs a restaurá-lo em 1999, criando uma nova atração turística.

"Com a exceção de um selo presidencial acrescentado atualmente, o bunker continua muito parecido com o original", com a mesma estrutura coberta de terra, camadas de concreto e colunas de sustentação, explica a instituição em seu site.

Ao melhor estilo dos filmes do agente "007", o bunker contava com uma saída de emergência para um heliporto, caso o local fosse alvo de um ataque.

Detectores de radiação
Andar pelo interior do esconderijo significa passar por uma série de corredores estreitos com bombas de ar e filtros, detectores de radiação e ainda uma câmara de esterilização.

A entrada é feita por um túnel projetado com um ângulo de 90 graus, para minimizar os efeitos de uma possível explosão nuclear. Um detalhe curioso é que essa entrada é feita através de uma área de descontaminação.

O antigo bunker antiatômico ainda resiste ao passar do tempo como museu graças à iniciativa da instituição, empenhada em contar a história "secreta" do refúgio onde Kennedy poderia comandar o país em meio a um eventual ataque nuclear.

O Museu Marítimo de Palm Beach conseguiu recriar todo o efeito dramático com que surpreende ao visitante o descobrimento da entrada do bunker entre a mata subtropical que a oculta.

A pequena ilha onde se encontra o bunker, aonde só é possível chegar de barco, pode ser visitada de quarta-feira a sábado. O museu do local organiza visitas guiadas para grupos e estudantes.

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