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Apple volta atrás em novo serviço após críticas de Taylor Swift

22/06/2015 12h01

Nova York, 22 jun (EFE).- Depois das críticas lançadas pela cantora Taylor Swift, a Apple anunciou que mudará os critérios da nova plataforma musical que lançará em breve e aceitará pagar os direitos autorais aos artistas participantes.

O vice-presidente da Apple para internet e serviços, Eddy Cue, informou nesta segunda-feira ao jornal "The New York Times" que a empresa pagará aos artistas os direitos autorais durante o período de teste gratuito que tinha prometido a seus assinantes ao lançar este produto.

O novo sistema começará a operar em 30 de junho, como concorrência de serviços como Spotify. A Apple tinha se comprometido a que, no período de teste de três meses, não cobraria nada dos assinantes e, consequentemente, também não pagaria direitos autorais.

Mas, em carta pública divulgada no domingo, Taylor Swift anunciou que não colocaria à disposição do novo serviço seu mais recente álbum, "1989", e criticou a decisão da Apple de oferecer de graça a música durante o período de testes.

"Não pedimos IPhones de graça. Mas, por favor, não nos peçam que lhes proporcionemos nossas músicas sem nenhum tipo de compensação", disse a cantora em sua carta púbica aos diretores da Apple.

Cue, encarregado da plataforma do iTunes e do novo serviço de música, disse que no mesmo domingo tinha falado com a cantora sobre o tema e que era consciente de suas preocupações, por isso que tinha decidido aplicar mudanças na promoção comercial.

O diretor da Apple disse que a empresa pagará os direitos autorais tanto às companhias de discos como a seus artistas durante esse período inicial de testes. Cue não especificou ao jornal o montante que isso implicaria para Apple.

O diretor também lembrou que a Apple tinha previsto pagar por direitos autorais 71,5% de seus ingressos por esse serviço, contra o padrão de 70% que há no mercado, e pensava que com isso compensaria o período gratuito inicial.

Em mensagem pela rede de Twitter, Taylor Swift se mostrou hoje "aliviada" pelo anúncio. "Nos escutaram", acrescentou a cantora.

Na carta divulgada no domingo, intitulada "Para Apple, com amor", a cantora tinha qualificado a decisão da Apple como "chocante, decepcionante e completamente diferente a esta empresa historicamente progressiva".

"Três meses é um período muito longo para que não se pague e é injusto que peça a alguém que trabalhe para nada", agregava nessa carta.

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