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Editores discutem em congresso novas tecnologias e desafios do jornalismo

17/06/2015 13h45

Rosa Díaz.

Barcelona, 17 jun (EFE).- O jornalismo feito por robôs, o papel dos agregadores de notícias, os novos aplicativos e as tendências de consumo de informação são alguns temas abordados por mais de 600 editores de meios de comunicação de todo mundo que se reúnem a partir desta quarta-feira, em Barcelona.

O congresso Global Editors Network (Gene) teve início hoje no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB) com o objetivo "de buscar ferramentas para enfrentar os desafios do jornalismo atual", explicou à Agência Efe o presidente do Gene e o chefe de redação do grupo Clarín da Argentina, Ricardo Kirschbaum.

O evento, que termina na próxima sexta-feira, organizou hoje quatro mesas-redondas sobre os novos aplicativos de notícias em dispositivos móveis, o jornalismo de realidade virtual, as inovações dos meios de comunicação chineses e bancas digitais.

Entre as palestras que serão realizadas nos próximos dias se destacam a divulgação do Relatório Reuters sobre tendências de consumo de informação e a apresentação do vice-presidente do Google, David Drummond, sobre o papel dos agregadores de notícias.

"A tecnologia está nos dando uma capacidade imensa de chegar ao consumidor, mas ainda não encontramos a maneira de transformar essas ferramentas em plataformas rentáveis. Esse é um de nossos desafios", assinalou Kirschbaum.

Sobre a viabilidade econômica, a mesa-redonda "De 'Bitcoins' a 'Bitnotícias': rumo às matérias de um centavo" abordou as novas formas de pagar pela informação de maneira fragmentada e dando facilidades aos leitores.

"Uma possibilidade é ter uma conta com uma quantia de dinheiro, da qual as empresas vão descontando centavos de acordo com o que a pessoa vai lendo", explicou a especialista Concha Catalán.

Entre as muitas contribuições das tecnologias digitais ao jornalismo, o congresso realizado em Barcelona analisa, em especial, três delas: os sensores, os robôs e a realidade virtual.

O jornalismo de sensores consiste em repartir entre um grupo de cidadãos equipamentos com certas capacidades com objetivo de gerar uma informação útil, como a qualidade do ar e o nível de barulho.

Já os robôs estão sendo testados para automatizar a elaboração de notícias com um texto padrão, mas que mudam os dados, como as informações sobre o nível de movimento sísmico e os resultados das bolsas de valores.

Por outro lado, o jornalismo de realidade virtual procura narrar as notícias audiovisuais em 3D e com 360 graus de campo visual.

Para potencializar esse tipo de aplicativos, o Gene organiza anualmente um concurso no qual participam start-ups de todo o mundo. Neste ano, os participantes estão trabalhando em formas de narrar notícias utilizando técnicas de videogame.

A última edição do concurso foi vencida por uma companhia que criou um aplicativo capaz de ilustrar com imagens qualquer notícia de forma automática.

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