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Hardwell, Afrojack e Steve Aoki agitam primeiro dia do Tomorrowland Brasil

02/05/2015 04h51

Alba Gil.

São Paulo, 2 mai (EFE).- O festival de música eletrônica Tomorrowland chegou ao Brasil com um trio de peso de DJs - Hardwell, Afrojack e Steve Aoki - que animou o enlouquecido público que lotou a Fazenda Maeda, em Itu, a 100 quilômetros de São Paulo, no primeiro dia de evento.

Considerado o melhor do mundo na atualidade pela revista "DJmag", Hardwell deu uma aula de "big room house" e "electro house" ao público, que já estava a dez horas dançando quando o holandês subiu ao palco principal do festival.

Hardwell, ou melhor, Robbert van de Corput, de 27 anos, mostrou mais uma vez as qualidades que o fizeram chegar ao topo de forma tão precoce: aos 4 anos já tocava piano, começou a produzir música aos 8 e, aos 14, acabou contratado por uma boate holandesa.

Sob o característico "O livro da sabedoria", que inspira o palco do Tomorrowland pelo mundo, Hardwell entrou em cena acompanhado de fogos de artifício. E não teve dúvidas em subir na mesa de mixagem, envolto em uma bandeira do Brasil, ao mesmo tempo em que tocava um de seus maiores sucessos "Dare You".

Catapultado à fama graças ao "bootleg" (versão não autorizada) "Show me Love vs. Be", o holandês trouxe ao festival sua própria gravadora "Revealed Records", que no sábado dará nome a um dos palcos onde o número 1 fará nova apresentação.

Uma hora antes, seu compatriota Afrojack foi aquecendo os motores. Sem pronunciar quase nenhuma palavra, labaredas de fogo deram às boas-vindas a um dos ícones da música eletrônica, que sabe como poucos combinar o "house" mais "underground"com o pop comercial, em sucessos como "Prutataaa" e "Give me everything", gravado com o rapper Pitbull.

Exibindo um sorriso permanente, Nick van de Wall - Afrojack - não deixou de se movimentar nem por um segundo, mixando um hit após o outro, mostrando a cada novo som a paixão pela música eletrônica que cultiva desde a adolescência.

O responsável por encerrar a primeira noite de loucura e adrenalina, já nas primeiras horas do sábado, foi o americano Steve Aoki, recebido com jatos de água e luzes de neon e com uma missão clara: não permitir que o público desanimasse. Objetivo conquistado sem muito esforço.

Apesar de DJ, de ascendência japonesa, ter recentemente flertado com o pop e o rock ao gravar com bandas como "Linkin Park" e "Fall Out Boy", a apresentação paulista foi recheada de sucessos mais tradicionais.

Vibrando e sem camisa, Aoki se despediu da "Terra do Amanhã", um território fantástico no qual "gigantes" usando pernas de pau lançam purpurina sobre as pessoas e crescem plantas colossais.

Assim, o Brasil se une ao mundo de sonhos que nasceu através dos irmãos Beers, em 2005, na cidade de belga de Boom. Em 2013, se estendeu à cidade americana de Atlanta, dois anos depois de ter vencido o prêmio de Melhor Festival do Internacional Dance Music Awards.

O cuidadoso cenário circense e "mágico" é responsável pela metade do êxito deste templo, que até o domingo receberá mais de 180 mil pessoas e 150 artistas, que entraram em um conto de fadas de estética "New Age" e música eletrônica.