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Obra de Suassuna e cultura do Nordeste do Brasil são destaque em Bogotá

De Bogotá

23/04/2015 15h26

As obras do escritor Ariano Suassuna, promotor da cultura do Nordeste brasileiro, ganharam espaço na Feira Internacional do Livro de Bogotá, ocupando um lugar central na parte do evento dedicada ao Brasil.

Autor da peça "Auto da Compadecida", que depois se transformou em longa-metragem e minissérie de TV, Suassuna morreu aos 87 anos no dia 23 de julho de 2014, em Recife.

Frases do escritor, como "A tarefa de viver é dura, mas fascinante", adornam a seção brasileira da feira. Outros países, como Alemanha, China, Portugal, Peru, Equador, Chile e Cuba, também têm estandes no pavilhão internacional.

"É uma maneira de homenagear o autor e também o Estado de Pernambuco, onde Suassuna viveu a maior parte de sua vida e se tornou dramaturgo e poeta", destacou à Agência Efe Claudia Ramos, representante da embaixada brasileira na Colômbia.

"Arte para mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte para mim é missão, vocação e festa." Essa é outra frase que está exposta nas paredes do espaço brasileiro e resume a filosofia de Suassuna.

Na mostra, além das obras do escritor pernambucano, estão presentes outros grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector e Paulo Freire.

Uma das atrações na seção brasileira é a literatura de cordel, gênero poético que surgiu há séculos em Espanha e Portugal, mas no Brasil só é mesmo popular no Nordeste.

Esse tipo de literatura é chamado deste modo porque as histórias são impressas em cadernos ilustrados com desenhos, que são exibidos pendurados em cordas nas ruas e feiras de pequenas cidades.

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