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Sobreviventes espanhois de gulag soviético comemoram sucesso de documentário

07/04/2015 19h20

(Corrige lead, terceiro e quinto parágrafos)

Madri, 7 abr (EFE).- Sobreviventes espanhóis dos campos de trabalhos forçados soviéticos celebraram nesta terça-feira os prêmios que o documentário "Os esquecidos de Qaraghandy", baseado em suas vidas, recebeu recentemente na Califórnia e em Jacarta.

O documentário, que mostra a história de 152 espanhóis que viveram em campos de trabalhos forçados soviéticos, recebeu o Diamond Award do Festival de Cinema da Califórnia e o prêmio de ouro de Melhor Documentário Europeu no festival de Jacarta.

O projeto, uma parceria entre o governo cazaque e a Associação espanhola Nexos-Alianza, narra as experiências de um grupo de espanhóis republicanos, combatentes da Divisão Azul e "crianças da guerra", que foram confinados nos campos de trabalhos forçados da região de Qaraghandy, no centro da atual República do Cazaquistão, pelo regime de Stalin.

Um documentário que, nas palavras do embaixador do Cazaquistão na Espanha, Bakyt Dyussenbayev, mostra "um desafio muito humano e pouco político".

"Investigando, descobrimos no arquivo da antiga KGB no Cazaquistão 152 fichas de espanhóis, e diante de nossa surpresa e desconhecimento, entre esses 152 havia mais de 40 fichas de republicanos que estavam no gulag", explicou o diretor de "Os esquecidos de Qaraghandy" e presidente da Associação Nexos-Alianza, Enrique Gaspar.

"O que me chamou a atenção foi ver como conviveram nos campos de concentração espanhóis enfrentados na Guerra Civil espanhola" e cujo objetivo comum era sobreviver e retornar à Espanha, acrescentou.

"Durante a visita em 2013 do presidente espanhol, Mariano Rajoy, ao Cazaquistão, seu colega, Nursultan Nazarbayev, entregou as fichas dos 152 espanhóis que estiveram presos nos gulags soviéticos", explicou o embaixador.

Gaspar explicou que o documentário pretendia responder duas questões: "as relações entre Espanha e Cazaquistão de um aspecto, mais que político, humano" e investigar "como conviviam presos republicanos e da Divisão Azul, obrigados a compartilhar sua existência".

Os realizadores encontraram uma resposta e uma lição ao mesmo tempo.

"O que descobrimos foi um entendimento total e uma reconciliação em que o que menos importava eram as ideologias. Inventaram a reconciliação 30 anos antes de a Espanha começar a falar disso".

Embora ambos tenham se mostrados gratos pelo reconhecimento que estão recebendo internacionalmente, Gaspar insistiu que isto "não é nada além de um prêmio" e considerou que serve somente para que o filme "tenha mais repercussão e seja mais visto, que é o importante".

Vários canais na América Latina já compraram os direitos de exibição do filme, o que deve aumentar à medida que forem fechados mais acordos com televisões internacionais.

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