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Sentença sobre caso de eletricista de Picasso será revelada na 6ª feira

Lionel Cironneau/AP Photo
Pierre Le Guennec e sua mulher Danielle chegam à corte criminal em 11 de fevereiro Imagem: Lionel Cironneau/AP Photo

De Paris, França

19/03/2015 12h59

O Tribunal Correcional de Grasse dita na sexta-feira a sentença no caso do eletricista de Picasso Pierre Le Guennec e sua esposa Danielle, que durante 37 anos conservaram em segredo 271 obras do mestre andaluz, até que em 2010 tentaram conseguir para elas um certificado de autenticidade.

O promotor pediu em 12 de fevereiro cinco anos de prisão isentos de cumprimento para os dois septuagenários, por considerar que tinham cometido um delito "em prejuízo da Humanidade".

O tribunal de Grasse, cidade do sudeste francês perto da vila Notre-Dame de Vie onde viveram seus últimos anos Pablo e Jaqueline Picasso, poderia condená-los, além disso, a pagar uma multa de até 375 mil euros.

O antigo empregado do pintor malaguenho e de sua última esposa, foram acusados de "ocultação de bens roubados".

No julgamento, seu advogado argumentou a ausência de provas da origem fraudulenta das obras para pedir sua devolução e a absolvição de seus clientes.

Expropriados pela Justiça no início do processo, o conjunto de desenhos, litografias e algumas colagens raras de grande valor, criado entre 1900 e 1932 e sem assinatura, está hoje avaliado em mais de 60 milhões de euros.

À espera da sentença, o advogado de defesa, Charles-Etienne Gudin, disse à Agência Efe ter "um dossiê judicial muito bom, porque não há provas de um roubo inicial".

"Há jurisprudência", acrescentou, para lembrar que, segundo o Tribunal de Cassação, "a ocultação é uma infração de consequência, e o roubo tem que ter sido cometido por outra pessoa".

Em fevereiro, os acusados mantiveram que a própria Jacqueline (1927-1986) presenteou um dia da parte de Picasso seu eletricista com uma caixa com esse estranho conteúdo, que foi conservado durante quatro décadas na garagem de sua casa, já que o casal acreditava de que era um conjunto de papéis sem grande valor artístico.

No entanto, com o desejo de organizar a herança de seus filhos, em 2010 ambos pediram uma reunião com a Picasso Administration, gerente dos direitos autorais de propriedade intelectual das obras do artista e único organismo habilitado para autenticar suas obras.

A descoberta dessas valiosas peças inéditas fez com que a família do artista apresentasse uma denúncia, que em 2011 levou ao indiciamento dos Le Guennec por receptação, delito que ao contrário do roubo não prescreve.

 

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