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Colunista do "Telegraph" pede demissão e acusa fraude em cobertura do jornal

18/02/2015 11h20

Londres, 18 fev (EFE).- Um famoso colunista de política do jornal "The Daily Telegraph", Peter Oborne, pediu demissão ao considerar que o veículo não fez uma cobertura adequada sobre o caso da "lista Falciani" por interesses comerciais com o HSBC.

Oborne explicou seus motivos em comunicado que ecoou pela imprensa britânica ao ser divulgado na noite de terça-feira no site "OpenDemocracy", no qual denuncia a censura feita pelo jornal.

Segundo Oborne, a decisão da diretoria do jornal de não publicar notícias negativas sobre o HSBC "é uma fraude para os leitores" e, como jornalista, isso o faz se sentir "mal".

Oborne pediu uma investigação independente sobre a mistura de interesses jornalísticos e comerciais no veículo, que nos últimos meses recuperou um acordo publicitário com a entidade financeira que tinha perdido anteriormente por notícias desfavoráveis.

O jornalista, que foi contratado pelo "The Daily Telegraph" há cinco anos, após sair do "Daily Mail", afirmou que renunciou "por questão de consciência" depois de várias decisões da diretoria parecerem corruptas.

Segundo ele, a maioria dos funcionários do jornal não confia no diretor-executivo do "Telegraph Media Group", Murdoch MacLennan, nem nos proprietários da empresa, os irmãos David e Frederick Barclay.

Em resposta às acusações do ex-funcionário, "The Daily Telegraph" emitiu um comunicado em que garante que "a distinção entre publicidade e a agraciada linha editorial sempre foi fundamental".

"Negamos qualquer alegação em sentido contrário", diz a nota, que lamenta que Oborne tenha iniciado "um ataque infundado e cheio de inexatidões" contra a publicação.

Nos últimos dias, a imprensa britânica e do restante da Europa repertutiram a notícia, a partir dos documentos conhecidos como "lista Falciani", que a filial suíça do banco britânico HSBC escondeu durante anos cerca de 106 mil contas com dinheiro não declarado.

No Reino Unido, o caso da possível fraude fiscal do HSBC chegou ao governo. Em 2011, o primeiro-ministro, David Cameron, nomeou para um cargo oficial Stephen Green, que foi presidente do banco de 2006 a 2010, quando as irregularidades foram cometidas.

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