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Público se despede do escritor chileno Pedro Lemebel

Felipe Trueba/Efe
24.jan.2015 - Fotografia do escritor e artista plastico chileno Pedro Lemebel, durante velório na Igreja Recoleta Franciscana, em Santiago Imagem: Felipe Trueba/Efe

25/01/2015 07h44

Santiago (Chile), 25 jan (EFE).- Milhares de pessoas deram o último adeus neste sábado (24) ao escritor chileno Pedro Lemebel, primeiro na Igreja Recoleta Franciscana, onde seu corpo foi velado, e depois no Cemitério Metropolitano, ao sul do centro de Santiago.

Considerado ícone da contracultura chilena, Lemebel morreu na última sexta-feira, aos 62 anos. Ganhador do Prêmio Ibero-americano de Letras José Donoso em 2013, o autor foi homenageado por diversas personalidades, entre elas a ministra de Cultura, Claudia Barattini, e a deputada Karol Cariola.

Bandeiras chilenas tremulavam na saída da igreja, com representantes da comunidade gay acompanhando o cortejo. Víctor Hugo Robles, o 'Che dos Gays', conhecido ativista do movimento social chileno, gritava aos presentes: "Companheiro Lemebel presente agora e sempre".

Ao som da música tocada pelos moradores da região, familiares e amigos carregaram o caixão por algumas ruas da Recoleta, onde o escritor viveu.

Nascido em um bairro pobre de Santiago, Pedro Mardones Lemebel escreveu "Loco Afán" (1996), "De Perlas y Cicatrices" (1998) e "Tengo miedo Torero" (2001), e morreu em consequência de um câncer de laringe que sofria há vários anos. Em 2012, foi submetido a uma cirurgia, mas sua saúde não melhorou e o escritor perdeu a fala por conta da doença. Várias de suas obras foram traduzidas ao francês, italiano e inglês e despertaram o foram objeto de estudo em universidades e institutos de literatura em diversos países.

Durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) integrou junto a Francisco Casas o coletivo de arte "As Éguas do Apocalipse", que protagonizou ousadas e cruas ações contra o regime.

Lemebel, que expôs um olhar contestador sobre seu país, foi descrito pelo governo como "imprescindível para o Chile".

"Foi um criador incansável", disse no Palácio de La Moneda a presidente Michelle Bachelet, que definiu Lemebel como "um lutador social e um defensor da liberdade, que representou os marginalizados e os esquecidos".

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