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ONU revela imagens de patrimônios históricos destruídos na Síria

23/12/2014 12h56

Genebra, 23 dez (EFE).- Os quase quatro anos de conflito armado causaram a destruição total de 24 sítios de patrimônio cultural na Síria, alguns deles considerados Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco e entre os que figuram monumentos que tinham até 7 mil anos, revelou a ONU nesta terça-feira.

O prejuízo causado nesses lugares consta no novo relatório do Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar) elaborado por peritos em imagens de satélite e que mostra claramente como lugares que em 2011 estavam intactos, agora estão destruídos ou em péssimo estado.

Entre os casos mais impactantes está o da Cidade Velha de Aleppo, que tinha 7 mil anos de existência e agora se encontra gravemente danificada. A Grande Mesquita de Aleppo, onde estão os restos mortais do profeta Zacarias e que data do século VIII, também está entre os lugares mais atingidos.

O mesmo ocorre em Krak dos Cavaleiros, antiga fortaleza síria (a 65 quilômetros de Homs), Patrimônio da Humanidade e que foi a sede da Ordem dos Hospitalários de São João de Jerusalém na época das Cruzadas.

Lugares Damasco e de Raqqah - cidade que agora está sob controle do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) - e na célebre Palmyra, um dos lugares mais turísticos da Síria antes da guerra civil também estão destruídos ou danificados. Lá, por exemplo, o EI causou severos danos à Mesquita de Uwais al-Qarni e Ammar bin Yasser, um lugar de peregrinação xiita do Irã, Líbano e Iraque.

Além dos 24 tesouros culturais destruídos (com danos entre 75% e 100%), outros 104 estão severamente danificados (entre 30% e 50%) e 85 estão com danos moderados (de 5% a 30%). O relatório indica ainda que há outros 77 lugares que estão "possivelmente" afetados, já que as imagens de satélites mostram escombros visíveis.

"Neste momento, achamos importante emitir um relatório de status global para alertar as decisões e o público da deterioração de muitas das ricas áreas do patrimônio cultural na Síria. A destruição generalizada e os danos que temos observado pede o aumento dos esforços de proteção e apoio ao trabalho em curso da Unesco", disse Einar Bjorgo, gerente da pesquisa.

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