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Blasé e vigoroso, Arctic Monkeys encerra no Rio turnê mundial

16/11/2014 03h01

Cecília Malavoglia.

Rio de Janeiro, 15 nov (EFE) - O grupo britânico Arctic Monkeys encerrou neste sábado a turnê mundial do álbum AM no Rio de Janeiro com um show objetivo e muito bem executado, que se não jogou para a plateia, mostrando que o quarteto ainda se diverte muito no palco.

Direto ao ponto, Alex Turner levou a plateia ao delírio com sua voz peculiar, dancinhas um pouco desajeitadas e os riffs vigorosos que a banda bem sabe fazer.

Em uma hora e meia de show, o Arctic Monkeys mostrou quase todo o repertório do álbum, lançado em 2013 e ainda trouxe ao set canções mais pesadas e baladas da carreira.

Abrindo com 'Do I Wanna Know', seguida quase imediatamente por 'Snap Out of It', ambas de AM, o Arctic Monkeys mostrou a que veio. Mas mesmo com a típica postura fleumática inglesa, a banda de Alex Turner levou os quase 30 mil fãs que foram ao HSBC Arena à loucura, mexendo nos cabelos quase indespenteáveis cheios de gel, quase seduzindo o microfone em 'Arabella', e criando o clima em 'Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair'.

Essas foram algumas amostras de que quem é fã do início da carreira da banda, que começou em 2002, não teve do que reclamar. Hits dos quatro discos anteriores do grupo, como 'I Bet You Look Good on the Dancefloor', 'Brainstorm', '505' e as pesadas 'My Propeller' e 'Teddy Picker' estiveram no setlist.

Esta foi a terceira vez da banda no Brasil, mas a primeira com um show solo (antes se apresentaram em festivais em 2007 e 2012). O quinto álbum, apresentado na sexta em São Paulo e neste sábado no Rio, mostrou o amadurecimento do som da banda, menos sujo e mais técnico desde a estreia, em 'Whatever People Say I Am, That's What I Am Not', de 2006.

Apesar de ter trocado poucas palavras com o público, ao contrário da banda de abertura, Hives, os já nem tão meninos do Arctic Monkeys se mostraram objetivos no palco, muito certos da execução de cada música e da condução da plateia, mas deixaram entrever o prazer de estar ali tocando para um público que se comportava como adolescentes (por vezes fluorescentes) à beira do delírio.

O bis veio com um curto muito obrigado Rio e a indecente (talvez ensaiada) pergunta de Turner sobre a quem o público pertencia. E foi com uma longa e arrebatadora 'Are U Mine', com direito à capela e um jogo de cena que explicou porque todos que estavam ali estão comendo na mão deles, que Arctic Monkeys encerrou o último show da tirnê de AM.

O show de abertura foi da banda sueca 'The Hives'. O vocalista Pelle Almqvist foi um mestre de cerimônias, introduzindo cada canção, contando histórias, seduzindo o público com muitas requebradas de quadril e o carisma de quem se sente absolutamente em casa no palco.

O Hives já conhecia o público brasileiro, e foi só elogios aos cariocas, trazendo o mesmo show que veio ao Brasil em 2013, o que não diminuiu em nada a força da apresentação, que não fico devendo ao show principal.

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