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Ministro da Cultura italiano propõe reconstrução da arena do Coliseu

03/11/2014 14h56

(Corrige termo "arena")

Roma, 3 nov (EFE).- O ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini, propôs a reconstrução do piso do Coliseu, em Roma, onde os gladiadores lutavam e eram realizados espetáculos de vários tipos.

"Espero que minha proposta seja discutida, mas tenho certeza que se o projeto for em frente, conseguiremos os fundos necessários", afirmou Franceschini nesta segunda-feira em um ato em Turim.

O ministro abriu ontem o debate quando expressou no Twitter seu entusiasmo pela proposta de o Coliseu recuperar seu piso original, como foi até o século XIX, segundo as pesquisas do arqueólogo Daniele Manacorda publicadas na revista especializada "Archeo" em julho.

"A ideia do arqueólogo Manacorda me agrada muito. É necessário só um pouco de coragem", disse o ministro da Cultura italiano, que divulgou uma das fotos do projeto do arqueólogo, professor da Universidade Terza, em Roma.

O projeto de Manacorda prevê a colocação de madeira no solo do Coliseu, para que a arena possa ser montada novamente. Além disso, um museu seria construído no subsolo do Coliseu, que hoje em dia está exposto.

O piso do Coliseu existiu até o século XIX, segundo revelam algumas imagens, mas somente em algumas partes, e devido a muitos erros dados arqueológicos foram perdidos. O solo acabou sendo então eliminado para que o subsolo fosse exposto, de acordo com Manacorda.

As imagens do Anfiteatro Flavio, nome real do Coliseu, mostram que a arena existia e era usada em eventos públicos e privados.

A responsável pelos bens arqueológicos de Roma, Mariarosaria Barbera, anunciou "que já se está trabalhando no estudo desta possibilidade de reconstrução", segundo publicou hoje o jornal "La Stampa".

A proposta abriu um debate entre os especialistas na Itália, que se dividem entre contrários e favoráveis a esta intervenção.

Para o arqueólogo Andrea Carandini, conhecido por suas descobertas no Palatino, não se trataria de uma "revolução", mas de uma oportunidade para "valorizar o existente".

O historiador de arte Tomaso Montanari pensa que a construção da arena é "banal", enquanto outros criticam a destinação de fundos para esta proposta em um momento difícil para o patrimônio cultural italiano.

O Coliseu foi já utilizado em várias ocasiões para eventos e concertos, por isso algumas pessoas acreditam que não seria um problema sua reconstrução com areia, e inclusive daria uma ideia melhor de como foi o monumento para os milhões de visitantes por ano.

O anfiteatro construído no século I em homenagem à Dinastia Flavia, mas que passou a ser chamado Colosseum por uma grande estátua de Nero localizada junto ao espaço está sendo atualmente restaurado graças ao financiamento de 25 milhões de euros doados pelo grupo de moda e calçado Tod's, da família italiana Della Valle. EFE

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