Livros e HQs

Australiano Richard Flanagan vence o prêmio Man Booker de literatura

AP Photo/Alastair Grant
O australiano Richard Flanagan, vencedor do prêmio Man Booker, pelo livro "The Narrow Road to the Deep North" Imagem: AP Photo/Alastair Grant

De Londres

14/10/2014 18h34

O escritor australiano Richard Flanagan venceu nesta terça-feira (14), com seu sexto romance, "The Narrow Road To The Deep North", o prêmio de ficção em língua inglesa Man Booker Prize, o mais prestigiado do Reino Unido.

Flanagan, de 53 anos e nascido na Tasmânia, levou um prêmio dotado com 50 mil libras (cerca de R$ 195 mil) ao qual também concorreram autores americanos pela primeira vez em 46 anos.

O escritor, cujas obras já foram traduzidas a 26 idiomas, conquistou o júri do prêmio com uma história inspirada na biografia de seu pai, localizada na construção do chamado Ferrovia da Morte na Tailândia durante a Segunda Guerra Mundial.

O acadêmico Anthony Clifford Grayling, presidente do júri, descreveu como um "romance soberbo" a obra do australiano, que relata as lembranças que assaltam um cirurgião enquanto luta para salvar os prisioneiros que trabalhava na construção da ferrovia.

Flanagan se inspirou nas vivências de seu pai, um antigo prisioneiro do exército japonês que sobreviveu à construção da ferrovia e morreu aos 98 anos, o mesmo dia no qual seu filho pôs o ponto final em seu livro.

Em um ato na sala Guildhall de Londres, Grayling disse que o livro do australiano "não é realmente um romance".

"Também não é um livro sobre a Segunda Guerra Mundial, mas sobre qualquer guerra e os efeitos que estas produzem em um ser humano", acrescentou.

"Não trata sobre gente atirando uns nos outros e bombas caindo sobre eles. Vai além. Trata sobre as pessoas, suas experiências e suas relações", refletiu o professor da Universidade britânica de Birkbeck.

Flanagan, que em 1994 publicou seu primeiro romance, "Death of a River Guide", sucede como ganhador do Man Booker a neozelandesa Eleanor Catton, autora de "The Luminaries", que com 28 anos foi na última edição a vencedora mais jovem do prêmio.

Até agora, o prêmio estava aberto apenas a escritores britânicos, irlandeses ou da Commonwealth com obras publicadas no Reino Unido, mas os organizadores anunciaram uma mudança crucial nas bases do prêmio no final de 2013.

Com a decisão de levar em consideração os trabalhos de escritores americanos, o Man Booker pretende assentar-se como um dos prêmios de referência em língua inglesa.

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