Topo

Exposição Universal no Cazaquistão terá 70% de investimento privado

21/05/2014 15h59

Astana, 21 mai (EFE).- A Exposição Universal a ser realizada em 2017 na cidade de Astana, no Cazaquistão, e seu modo de financiamento foram os temas centrais da primeira jornada do VII Fórum Econômico realizado na capital cazaque, iniciado nesta quarta e que se estenderá até sexta-feira.

"Cerca de 70% do investimento será privado, e o orçamento da mostra não será revelado até o próximo mês", asseguraram hoje à Agência Efe fontes da Exposição Universal.

O diretor da Expo 2017, Bamizhan Dhanseitov, assegurou que a mostra pretende "mudar a mentalidade dos cazaques e melhorar sua qualidade de vida."

De acordo com Dhanseitov, um dos projetos que contribuirá para esta transformação será a melhora do transporte público, com a implementação de ônibus com gás líquido. Além disso, 60 quilômetros de ciclovia também serão construídos "para fomentar o uso das bicicletas entre a população mais jovem", ressaltou o diretor.

A Exposição Universal também oferecerá bicicletas para o público se deslocar com mais facilidade entre seus diferentes pavilhões. Neste aspecto, o diretor deixou claro que a primeira hora será de graça, enquanto as demais custarão 0,25 de euros.

Quatro novas ruas também deverá facilitar o acesso à mostra, que, por sua vez, deverá receber cerca de 3 milhões de visitantes, com uma média de 2 mil pessoas ao dia, acrescentou Dhanseitov.

Uma usina solar, uma central própria para queimar resíduos e painéis solares são alguns dos projetos que integram o programa "A ponte verde", cuja finalidade é controlar o desenvolvimento da cidade e torná-lo mais sustentável.

A ampliação do aeroporto e a melhora de 360 quilômetros da via ferroviária também estão nos planos do projeto, informou o diretor geral da Expo, que ressaltou a construção de novos hotéis e a manutenção e melhora dos existentes.

"Vigiaremos a qualidade e o preço dos estabelecimentos públicos para evitar que nossos visitantes se sintam frustrados", acrescentou Dhanseitov.

O delegado Comercial da Grã-Bretanha perante Cazaquistão e Azerbaijão assegurou que os Jogos Olímpicos realizados em Londres em 2012 "contribuíram para a maior transformação que a cidade viveu no último século".

"Como nação, nos sentimos orgulhosos do parque olímpico "Queen Elizabeth", hoje uma zona que contempla uma grande qualidade de vida", assegurou.

A experiência dos Jogos de Inverno Sochi 2014 também foi exposta pelo diretor do departamento comercial russo dessa competição, Alexander Ivanov.

Ivanov destacou a criação de uma mini-cidade de hotéis, a melhora das comunicações aéreas e a construção de uma estação de trem que, segundo suas palavras, "foram fundamentais para o desenvolvimento dos jogos".

Hoje Sochi é uma cidade balneário de grande qualidade, acrescentou Ivanov, quem encorajou os cazaques a empreender os desafios sem medo, já que, segundo ele, "o medo é contrário à inovação." EFE

cla/fk