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No Brasil, atores de "X-Men" falam do passado e presente do Professor X

14/05/2014 22h56

(Corrige informação sobre McAvoy no 6º parágrafo).

São Paulo, 14 mai (EFE).- Os atores Patrick Stewart e James McAvoy apresentaram nesta quarta-feira em São Paulo o filme "X-Men - Dias de um Futuro Esquecido", em que ambos interpretam o Professor X em suas versões no passado e no presente em uma luta pela sobrevivência da raça mutante.

Em entrevista coletiva, os intérpretes lembraram os momentos mais intensos do filme que tem Wolverine (Hugh Jackman) como fio condutor entre os dois períodos de Charles Francis Xavier.

Assim, em uma situação limite, Wolverine volta 50 anos atrás para tentar mudar o futuro. Ele deve convencer o jovem Professor X (James McAvoy) e o anti-herói Magneto (interpretado por Michael Fassbender em sua fase no passado e por Ian McKellen no futuro) a superar a ferrenha rivalidade para salvar à raça mutante.

Com "X-Men - Dias de um Futuro Esquecido", Stewart chega a sua quarta participação na saga, onde compartilha personagem com McAvoy. Apesar de fazerem juntos apenas uma cena em todo o filme, o veterano disse que o colega "tem um talento natural próprio como poucos atores".

"Nesta pequena cena que rodamos, que na realidade representa um ponto de mudança (na história), o jovem Charles tem que fazer uma escolha que afetará o resto da humanidade", antecipou Stewart.

Enquanto isso, James McAvoy, que participa de um filme da saga pela segunda vez, contou que sua interpretação "mostra a parte mais humana" do Professor X.

"Os super-heróis são extraordinários, têm poderes, mas quando vamos ao cinema queremos nos identificar com os personagens", disse o escocês que considera que nos filmes anteriores o Professor X "era um turista da dor alheia" enquanto nesta última viaja "por sua própria dor".

McAvoy brincou com o público, deu autógrafos e recebeu vários presentes. Já o inglês Stewart se mostrou crítico embora esperançoso com a situação de "violência extrema" que, segundo sua opinião, se vive na atualidade.

"Estamos nos dirigindo a um período de violência extrema, mas vi como transformamos a realidade e encaramos grandes obstáculos no passado", disse Stewart, que deu como exemplo a Guerra do Vietnã e o fim do apartheid na África do Sul como momentos-chave na "evolução" da história.

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