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Explorador pede colaboração para proteger suposta caravela de Colombo

14/05/2014 22h05

Rafael Cañas.

Nova York, 14 mai (EFE).- O explorador submarino Barry Clifford pediu nesta quarta-feira a colaboração internacional para escavar de forma segura os restos que afirma ser da caravela Santa Maria e tentar recuperar os objetos saqueados de sua carcaça.

"Acho que isto é uma situação de emergência. O navio tem que ser escavado o mais rápido possível, conservado e mostrado ao mundo", afirmou Clifford durante a entrevista coletiva na qual anunciou a descoberta dos restos que, segundo ele, pertencem a Santa Maria, uma das três caravelas com as quais Cristóvão Colombo viajou para América em 1492.

O explorador submarino assegurou que os restos achados nas águas do Haiti a apenas seis metros de profundidade, com todos os elementos na mão, são da histórica embarcação ou, caso contrário, não pode "imaginar de que outro navio pode ser".

"Até agora não há constância de outro navio deste período, o século XV, no lugar" no qual encalhou, acrescentou Clifford, que anunciou sua descoberta no Clube de Exploradores de Nova York.

Clifford é conhecido nos Estados Unidos por ter encontrado em 1984 o Whydah, a primeira carcaça de um navio pirata descoberta oficialmente, e também descobriu o Adventure Galley, do lendário pirata William Kidd, entre muitas outras descobertas subaquáticas.

O explorador pediu hoje uma parceria internacional, especialmente entre Espanha e Haiti, para "escavar cuidadosamente" os restos para poder estudá-los, e considerou "extremamente importante que haja uma cooperação entre os dois países".

Clifford reiterou sua denúncia de que a carcaça "foi saqueada" recentemente, já que faltam um canhão, várias rodas de seu suporte, elementos da estrutura do governo e peças de bronze empregadas para manter unidas a roda-de-proa da embarcação.

"Isso teve que ser feito por pelo menos cinco ou seis pessoas em um navio relativamente grande", acrescentou, para depois sugerir que os pescadores locais "sabem o que acontece" por essas águas.

O investigador explicou hoje o processo pelo qual chegou à conclusão em 2012 que a embarcação achada inicialmente em 2003 pode ser a Santa Maria.

Clifford detalhou que encontrou a carcaça seguindo as indicações dos diários de Colombo, às quais acrescentou as últimas pesquisas sobre a localização do forte Natal e também levando em conta as investigações sem resultados em áreas próximas.

Dessa forma, se deu conta que Colombo explicou que a Santa Maria embarrancou de noite sem fazer barulho, motivo pelo qual deve ter feito isso em um banco de areia e não em um recife de rocha ou coral, e que, pelas datas mencionadas, não pode ser certa a afirmação dos diários do almirante que a embarcação tinha sido desmantelada em menos de dois dias para construir e equipar o forte.

O ponto final está a seis metros de profundidade e a quatro milhas de Cape Haitien.

O que Clifford e seus colaboradores encontraram foi, basicamente, um monte de pedras usadas então para colocar no fundo dos navios para criar lastro e evitar que escorassem, junto com algumas rodas-de-proa e os elementos agora saqueados.

O monte de pedras, segundo ele originárias da Península Ibérica, se estende por uma superfície de 12 por 6 metros.

No entanto, o achado segue oferecendo alguns pontos obscuros, começando pelo fato de que tenham encontrado a carcaça em 2003, mas sem que nem Clifford nem sua equipe (no qual havia um arqueólogo) identificassem o tubo metálico de grande tamanho achado como um canhão antigo, inclusive se tinha as rodas de um suporte.

Clifford também disse que há poucas semanas ouviu "rumores" sobre "um grupo dominicano" (o qual não identificou por não ter certeza) que sabia da existência do achado e preparava uma expedição para extrair objetos da jazida submarina.

Além disso, o investigador assegurou hoje que alguém ligou para sua equipe em nome do "embaixador" espanhol para solicitar uma reunião com ele, algo que a embaixada espanhola em Washington afirmou que "é falso", e que também foi desmentido pelas embaixadas na República Dominicana e Haiti.

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