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Antiguidades recuperadas do exterior são expostas no Cairo

Mohamed Abd El Ghany/Reuters
Obras roubadas do Egito são expostas no Cairo Imagem: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

10/05/2014 13h31

Antiguidades roubadas do Egito e levadas para o exterior, a maioria faraônicas, foram recuperadas e retornaram ao país, onde estarão em exposição no Museu Egípcio do Cairo.

As 140 valiosas peças foram recuperadas nos últimos três anos após muitas pesquisas em países como Brasil, Bélgica, Austrália, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha.

Na exposição se destacam 56 antiguidades que voltaram em 2012 da Austrália, entre elas um conjunto de escaravelhos de diversos tamanhos com inscrições hieroglíficas.

A Bélgica é outro dos países onde foram recuperadas mais peças. Foram 56, que chegaram ao Egito também em 2012, como várias estátuas de pedra caliça e de madeira do Império Novo.

Na inauguração da mostra, que contou com a presença de representantes da Unesco e dos países que colaboraram na devolução das peças, o ministro de Antiguidades, Mohammed Ibrahim, disse que hoje é "um grande dia" para o Egito, pois o país "está muito interessado em recuperar qualquer peça, por menor que seja, já que são parte do patrimônio nacional".

O departamento de recuperação de peças arqueológicas do Ministério de Antiguidades vigia os anúncios de leilões de peças na internet e divulga listas "vermelhas" dos objetos contrabandeados do Egito, um trabalho realizado em cooperação com a Unesco, a Interpol e a União Europeia.

A maioria das peças é da época dos faraós, mas também há dos períodos pré-dinásticos, grecorromano - como a cabeça de uma estátua usada do Brasil, copta e islâmico.

A exposição inclui também objetos roubados, mas que nunca saíram do Egito. Dez deles foram subtraídos do Museu Egípcio no meio do caos que imperou no país durante a rebelião que derrubou o presidente Hosni Mubarak, e que foram apreendidos no Cairo em abril.

Entre eles está uma estatueta do faraó Tutancâmon e outra que representa Yuya Tua, pai da rainha Nefertiti.

A representante da Unesco no Cairo, a georgiana Tamar Teneishvile, disse à Agência Efe que o órgão ajuda o Ministério de Antiguidades com o treino de funcionários para que conheçam os instrumentos legais internacionais existentes para recuperar objetos arqueológicos.

"Tentamos trabalhar com todos os países-membros da Unesco para que estejam atentos a qualquer peça egípcia que entre ilegalmente em seus territórios", explicou.

O Egito enfrenta dificuldades quando se trata de antiguidades que não estãonos registros do país, e que foram roubadas de jazidas arqueológicas localizadas em pontos afastados e em regiões desérticas.

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