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Paquistaneses desafiam drones americanos com instalações em telhados

EFE
Imagem: EFE

Islamabad, Paquistão

08/04/2014 08h58Atualizada em 08/04/2014 12h17

Artistas paquistaneses realizaram uma instalação que procura humanizar as possíveis vítimas dos drones americanos através de uma série de gigantes retratos em telhados.

A iniciativa, que conta com mais de 20 imagens do que poderia ser uma jovem menina local, foi intitulada "#notablugspat" em referência à denominação que, de acordo com eles, os operadores dos drones usavam para se referir às vítimas dos ataques com avião não tripulado.

"Colocamos as imagens nos telhados das casas da região do Waziristão do Norte, a mais atingida pelos drones", explicou o advogado e ativista Shahzad Akbar, um dos organizadores da iniciativa e diretor da ONG Fundação pelos Direitos Fundamentais.

O blog do coletivo (notabugspla.com) descreve a instalação como um projeto que tem o objetivo de chamar atenção dos pilotos dos drones 'predator' (modelo habitual das forças americanas), que, sentados a milhares de milhas de distância, retratam suas vítimas como "insetos esmagados".

"Agora, por outro lado, poderão ver o rosto de uma menina", diz o site do projeto, que também explica que a iniciativa é fruto da criação de um grupo de paquistaneses com apoio de colegas americanos e de um artista francês conhecido como JR. Segundo Akbar, a menina mostrada na foto, perdeu seus pais e dois irmãos em um bombardeio perpetrado por drones americanos.

Os idealizadores do projeto pretendem "criar empatia e introspecção nos operadores de drones e gerar diálogo entre os políticos, algo que possa conscientizá-los a evitar a perda de vidas inocentes".

Há mais de três meses não há nenhum bombardeio deste tipo no Paquistão - o último ocorreu no dia 25 de dezembro -, mas calcula-se que, em dez anos de ataques, os drones já tenham causado a morte de 3.646 pessoas, segundo o "Bureau of Investigative Journalism". De acordo com a organização americano "New América Foundation", os drones provocaram entre 2 mil e 3,5 mil vítimas no Paquistão, sendo 10% civis.

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