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Russell Crowe diz que foi um privilégio encontrar o papa no Vaticano

21/03/2014 17h54

Rio de Janeiro, 21 mar (EFE).- O ator neozelandês Russell Crowe, protagonista do filme "Noé", disse nesta sexta-feira no Rio de Janeiro que "foi um privilégio ter sido convidado pelo papa Francisco ao Vaticano apesar da controvérsia" que o filme provocou.

Crowe falou da visita que fez esta semana ao Vaticano junto com parte da equipe de produção de "Noé" ao ser perguntado pela Agência Efe sobre o encontro durante a entrevista coletiva no Rio de Janeiro de promoção do filme, que estreia dia 3 no Brasil. Ele, que interpreta o personagem bíblico no filme, disse estar "satisfeito" com o encontro que teve com o papa, que não foi fotografado.

Crowe e o diretor do filme, o americano Darren Aronofsky, participaram da audiência geral celebrada todas as quartas-feiras pelo papa Francisco no Vaticano, como mostraram as imagens publicadas pelo jornal "La Stampa".

Crowe chegou ontem ao Rio de Janeiro para apresentar o filme "Noé", baseada no famoso episódio bíblico do dilúvio universal, que o ator disse estar "convencido" de que realmente existiu.

A trama é baseada nas visões apocalípticas que Noé começa a ter sobre o dilúvio universal e, para poder salvar sua família e várias espécies de animais, o devoto carpinteiro constrói uma embarcação dirigida por Deus.

O filme foi rodado na Islândia e em Nova York, cidade onde a equipe construiu o interior e o exterior do arca, uma infraestrutura que o ator neozelandês contou ter achado "extremamente impressionante", já que os protagonistas podiam "caminhar naquele mundo e isso é muito importante".

O elenco de "Noé" tem outros atores mundialmente conhecidos, como Jennifer Connelly, Anthony Hopkins, Ray Winstone e Emma Watson.

Crowe afirmou que queria "lançar o filme no Brasil, porque é um país com muitos fiéis, onde a religião é muito importante".

O ator, que chegou quase duas horas atrasado à entrevista coletiva e deixou os jornalistas esperando enquanto andava de bicicleta pela praia de Ipanema, se justificou dizendo que "estava aproveitando esta cidade maravilhosa que é o Rio de Janeiro".

Ele acrescentou que o Rio "vai ser um foco nos próximos anos, com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos", mas lamentou "os problemas de trânsito para chegar aos pontos turísticos da cidade, como o Cristo Redentor".

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