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Poeta espanhol Leopoldo María Panero morre aos 65 anos

EFE
Morre o poeta Leopoldo María Panero Imagem: EFE

06/03/2014 08h43

Filho e irmão de poetas, Leopoldo María Panero, expoente da poesia transgressora e integrante do grupo dos 'novíssimos', morreu aos 65 anos em Las Palmas de Gran Canaria, deixando uma obra marcada pelo desencanto e pela loucura.

A editora Huerga y Fierro informou nesta quinta-feira à Agência Efe que Panero morreu na noite de ontem no Hospital Rei Juan Carlos I, onde desde 1997 era tratado na unidade psiquiátrica. De acordo com a fonte, o poeta espanhol morreu dormindo.

Nascido em Madri no dia 16 de junho de 1948, Panero era filho de Leopoldo Panero, uma das melhores vozes líricas do pós-guerra na Espanha, e da escritora e atriz Felicidad Blanc, sendo irmão do também poeta Juan Luis Panero e de "Michi" Panero.

"Amigo Leopoldo María Panero, sempre foste um extraordinário poeta, fiel e amigo de teus amigos. Onde estiver, saiba que sentiremos saudades", indicou a editora em sua página do Facebook. "Te queremos. Descanse em paz", finalizava a nota.

Escritor desde sua infância, Panero estudou Filosofia e Letras, mas acabou por abondonar o curso em protesto contra o "conhecimento formal" e "sem conexão". Mais tarde, a partir dos 19 anos, o poeta também passou vários períodos recluso em hospitais psiquiátricos.

Em 1968, Panero publicou pela primeira vez a obra "Por el camino de Swan", seguida por "Así se fundó Carnaby Street" (1970), "Teoria" (1973) e "Narciso en el acorde último de las flautas" (1979), entre outros. Em 2003, por conta de uma antologia poética, Panero obteve o Prêmio Estaño de Literatura.

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