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Instituição sunita pede proibição de exibição do filme "Noé" no Egito

06/03/2014 15h08

Cairo, 6 mar (EFE).- A instituição religiosa egípcia Al- Azhar, a mais prestigiada do islã sunita, pediu nesta terça-feira que seja proibida a exibição do filme "Noé" no país porque representaria a figura do profeta, o que é considerado contrário à lei islâmica.

Em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias "Mena", Al-Azhar, o Conselho dos Grandes Ulemás e a Academia dos Estudos Islâmicos rejeitaram hoje a difusão de "qualquer tipo de obra que represente profetas ou seus companheiros".

Consideraram que esse tipo de ato é "incompatível com a posição dos profetas, prejudicam a fé e os princípios da 'sharia' (a lei islâmica); e afetam os sentimentos dos fiéis".

Al-Azhar se opôs principalmente à exibição de "Noé" por representar a personalidade de Noé, interpretado pelo ator ganhador do Oscar, Russell Crowe.

Dirigido por Darren Aronofsky, o filme é uma adaptação do episódio bíblico da Arca de Noé, e tem estreia prevista para dia 28 nos Estados Unidos e dia 03 de abril no Brasil.

"Isso é 'haram' (pecado), uma violação explícita da lei islâmica estipulada na Constituição (egípcia) e na Al-Azhar, referência nos assuntos islâmicos, e pedimos às autoridades que proíbam a projeção desses filmes", afirmou a nota.

Noé, que construiu uma embarcação para salvar do dilúvio universal sua família e um casal de cada espécie de animal, é citado tanto pela Bíblia como pelo Torá e pelo Corão.

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