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Livro apresenta "caminhos" do papa Francisco em Buenos Aires

28/02/2014 18h18

Víctor Ventura.

Buenos Aires, 28 fev (EFE).- Os lugares que marcaram a vida do papa Francisco e as pessoas que moldaram sua personalidade estão descritas no livro "Los senderos de Francisco en la provincia de Buenos Aires" ("Os caminhos Francisco na província de Buenos Aires", em tradução livre), apresentado nesta quinta-feira para incentivar os visitantes a "ir em busca do turismo da fé".

O livro, editado pelo governo local, mostra seis cidades portenhas, e segue tendo como fio condutor a vida do pontífice desde seu início no colégio, na cidade de Ramos Mejía, até se transformar em arcebispo da capital argentina em 1998.

Na introdução, o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, pediu que o livro ajudasse a "refletir a grandeza da simplicidade" e a inspirar as pessoas.

Durante a apresentação da obra, o secretário de Turismo provincial, Ignacio Crotto, resumiu o livro como forma de "fazer uma homenagem ao papa a partir de suas proximidades", com uma publicação "diferente das outras dedicadas a Francisco, nem melhor nem pior, apenas diferente".

"Todos os argentinos têm uma lembrança com ele. Todos o viram pegar o metrô, entrar em uma loja", explicou Crotto.

São justamente essas recordações que estão no livro, que aproveita para fazer um percurso pela mais povoada e rica das províncias argentinas.

César García, um artesão do município de Tandil, é um dos personagens do livro. Ele montou uma cruz feita em couro cru tecido e com terminações de alpaca em vez de prata, e que viu, por casualidade, sua obra nas mãos do pontífice como presente do governo portenho.

O livro também mostra a marca deixada por Bergoglio no Colégio Máximo de San José, no distrito de San Miguel, na periferia da capital argentina. Lá ele estudou teologia na juventude e foi reitor entre 1980 e 1986.

O quarto onde o pontífice dormia é agora um pequeno museu em sua homenagem. Já a Biblioteca Santa Teresa de Jesús, que pediu para abrir quando era reitor, se transformou em um dos principais locais de estudo de teologia da América Latina.

O bispo da cidade Chascomús, Carlos Malfa, lembrou que em 13 de março de 2013, dia em que Bergoglio foi eleito papa, percebeu "um sopro promissor que tocava o coração da humanidade, e que um ano depois segue crescendo". Ele repetiu as palavras pronunciadas do pontífice em seu primeiro discurso, "amor, confiança e fraternidade", três conceitos que Francisco tem "levado por toda a Argentina".

Outro lugar destacado é a cidade portenha de Luján, onde anualmente acontece uma peregrinação assistida por milhares de jovens argentinos, e que o sucessor de São Pedro liderou durante seus anos como arcebispo de Buenos Aires e cardeal primaz da Argentina.

Miguel Ángel Cárdenas, sacristão da Basílica de Nossa Senhora de Luján, afirma que Bergoglio "sempre foi muito humilde", e que sempre tentava buscar um confessionário mais cômodo, com mais luz ou uma almofada, onde se confessava entre 3h e 7h da manhã, antes de celebrar a missa.

O livro termina com a primeira vez que Francisco apareceu na varanda da Praça de São Pedro e anunciou a multidão que lá estava que "a felicidade está associada de forma indefectível à paz", e a paz começa por você mesmo.

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