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Escritora mexicana Elena Poniatowska leva o Prêmio Cervantes 2013

Sáshenka Gutiérrez/EFE
Escritora mexicana Elena Poniatowska Imagem: Sáshenka Gutiérrez/EFE

19/11/2013 13h47

Elena Poniatowska Amor (Paris, 1932) venceu nesta terça-feira o Prêmio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, por sua "brilhante" trajetória literária e uma dedicação "exemplar" ao jornalismo com um "firme compromisso com a história contemporânea".

Filha de pai francês e mãe mexicana, Poniatowska é autora de mais de 40 livros (ensaios, contos e reportagens traduzidos para mais de 20 idiomas), entre os quais se destacam "Hasta no verte, Jesús mío" e "La piel del cielo" ("A Pele do Céu", publicado no Brasil pela Editora Objetiva).

O ministro da Educação, Cultura e Esporte da Espanha, José Ignacio Wert, destacou, após divulgar a decisão do júri, a "contribuição literária" da premiada, assim como sua presença nos veículos da imprensa e seu compromisso.

"Em uma conversa muito agradável que tive com ela para comunicar o resultado, (Elena) mostrou uma gratidão sem limites ao júri" disse Wert. O prêmio será entregue em cerimônia no próximo 23 de abril.

"Nunca haviam me agradecido tão efusivamente", contou o titular da pasta.

A autora confessou ao ministro espanhol que não esperava o prêmio de forma alguma e que soube do resultado enquanto corria, "atividade admirável para uma pessoa de sua idade", 81 anos, comentou Wert.

Poniatowska se tornou hoje a quarta mulher a vencer o Prêmio Cervantes nos 38 anos do prêmio, depois das espanholas María Zambrano (1988) e Ana María Matute (2010), e da cubana Dulce María Loynaz (1992).

Autora de obras emblemáticas que descrevem o século XX a partir de uma projeção internacional e integradora, Poniatowska é, segundo o júri, "uma das mais poderosas vozes da literatura em espanhol nos dias atuais".

O Prêmio Cervantes, considerado o Nobel da Literatura espanhol e criado em 1975 pelo Ministério de Cultura, premia com 125 mil euros (R$ 382 mil) e reconhece a contribuição do conjunto da obra de um escritor para enriquecer o legado literário hispânico.

Oito votações sucessivas foram necessárias para escolher por maioria a ganhadora por parte de um júri composto por 11 membros, que foi presidido pelo diretor da Real Academia da Língua, José Manuel Blecua.

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